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Derivas Artísticas - Programa de Actividades Pegagógicas
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PROGRAMA EDUCATIVO | Circular Associação Cultural




QUESTÕES PRÁTICAS: DESAPRENDER CONTINUAMENTE
CICLO DE ENCONTROS, CONVERSAS E PERFORMANCES


Ciclo de encontros que pretende dar a conhecer, com a ajuda de diversos convidados, práticas de investigação, escrita, performance, pensamento, transmissão e de acção colaborativa. Cada encontro funcionará como um exercício de activação do imaginário social, poético e político dos participantes e dos convidados, procurando intersecções entre práticas artísticas e não artísticas. Dando ênfase a diferentes linguagens e entendimentos da prática enquanto elemento de transformação, iremos promover oscilações entre a dimensão individual e social da acção e entre modos de produção que invocam a materialidade e a imaterialidade. Organizado em torno de momentos que se articulam entre si, em formatos distintos, com diferentes protocolos de participação, o programa irá utilizar diferentes dinâmicas de encontro, promovendo o envolvimento do público nas questões em discussão. Iremos examinar estratégias de trabalho, de comunicabilidade, de sobrevivência e de produção do conhecimento, desmontando a aprendizagem e diluindo fonteiras entre disciplinas.

Coordenação: Joclécio Azevedo
Iniciativa no âmbito do Programa Educativo da Circular Associação Cultural

Programa:

15 DEZ 2018 (sáb), 12:30-15:30, Centro de Memória de Vila do Conde
Encontro com: Inês Moreira (arquitecta/curadora) / Susana Medina (museóloga) + Rebecca Moradalizadeh (artista plástica/performer)
LANDMARKS #04 + Almoço vegetariano Iraniano + performance

13 ABR 2019 (sáb),15:00-18:00, Auditório Municipal de Vila do Conde
Projecto "Girlschool " de Susana Mendes Silva e Alice Geirinhas
com a participação especial de Rogério Nuno Costa

15 JUN 2019 (a anunciar brevemente)


Biografias:

Susana Medina é responsável pelo projecto museológico da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) desde 2003 e docente externa do Mestrado em Museologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) na disciplina de Administração e Gestão de Museus. É licenciada em História (variante Arte) pela FLUP e pós-graduada em European Cultural Planning pela Universidade De Montfort (Leicester, Reino Unido). Concluiu o Mestrado em Museologia na FLUP em 2008. Exerceu atividade profissional no Serviço Educativo da Fundação de Serralves até 1999 e integrou a equipa que programou os eventos das áreas do Pensamento, Ciência, Literatura e Projectos Transversais da Porto 2001-Capital Europeia da Cultura como assistente de programação. No presente, além de responsável pelo FEUPmuseu, integrou a equipa técnica do Museu Digital da Universidade do Porto e tem colaborado no projeto Mu.SA - Museum Sector Alliance.

Inês Moreira [Porto, 1977] é arquitecta, curadora e investigadora de Pós-Doutoramento na Universidade Nova de Lisboa, onde investiga sobre a revitalização de espaços pós-industriais. No presente momento está a redigir um livro sobre estas questões no Báltico. É Professora Auxiliar Convidada na FBAUP. A par da arquitecta Paula Melâneo, é editora do Jornal Arquitectos, a revista da Ordem dos Arquitectos. Integra o "European Fórum for Advanced Practices", recentemente aprovado como rede europeia COST. Doutorada em Curatorial Knowledge pelo Goldsmiths College, University of London, 2014.  Mestre em Arquitectura e Cultura Urbana pelo Master Metropolis, leccionado no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, 2003. Licenciada em Arquitecta pela FAUP, 2001. Desde 2001 tem-se dedicado a áreas culturais da arquitectura, seja na concepção de cenografias, de curadorias de exposição e eventos, ou no trabalho de campo interdisciplinar sobre locais remotos. Destaca-se o programa de Arquitectura de Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura, a Bienal de Arte Pública de Bordéus, a Bienal Alternativa de Gdansk na Polónia, ou as cenografias para o Lab´Bel em França.
www.inesmoreira.org

Rebecca Moradalizadeh (n. 1989, Londres) de origem luso-iraniana, artista plástica, vive e trabalha no Porto. É mestre (2017) em Estudos Artísticos - Estudos Museológicos e Curadoriais pela FBAUP - Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e em 2016/17 realizou um estágio curricular integrado no 2º ano do mestrado no Serviço de Artes Performativas do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. O tema da sua dissertação incidiu-se sobre Os Vestígios da Performance no Museu. É licenciada (2011) em Artes Plásticas - ramo de multimédia, pela mesma instituição; em 2011 frequentou o programa Erasmus, na Sheffield Hallam University, em Sheffield, Reino Unido. Desde 2010 desenvolve um percurso artístico nas artes plásticas onde explora os domínios da performance art, vídeo art, fotografia, desenho e instalação e tem vindo a apresentar o seu trabalho em várias exposições/apresentações individuais e coletivas em Portugal, Sheffield e Berlim. Em 2015 surge SHIRIN um projeto de investigação pessoal, teórico-prático dedicado à gastronomia Iraniana que cruza o meio artístico com o intuito de procurar um passado fragmentado, tentar reunir memórias e costumes familiares e revisitar os aromas e sabores experienciados na infância que intensificam e aproximam essas memórias longínquas. Alguns dos eventos realizados foram alusivos a datas importantes do calendário persa como o Ramadão: Sahari-Rozeh-Iftar na Pandora Pátio Café (Porto) e o Ano Novo persa Nowruz no Espaço Compasso (Porto). Em 2017, Shirin participa na 1ª edição do programa Comer C’os Olhos, fusão entre gastronomia e cinema (Caldas da Rainha); participa na 9ª edição da Family Film Project, com um jantar-performance LandMarks#3 – a question of identity onde aborda o arquivo familiar aliado a memórias pessoais, questões de identidade e de território. Mais recentemente, Shirin foi convidada para realizar uma experiência gastronómica na Bolsa de Ideias #9, no Palácio da Bolsa e integrou o programa A Rota da Seda #1 – Médio Oriente, promovido pela OPPIA- oPorto Picture Academy, com um jantar iraniano. Desde 2015 é membro do grupo Sintoma - Performance. Investigação e Experimentação do i2ADS FBAUP coordenado por Rita Castro Neves. Em 2016, a performance Vinculado (2016) – performance em co-criação com a performer Helena Ferreira – recebeu o prémio do Concurso Noite Branca (Braga). Em 2017, recebe o 2º prémio do Concurso Artes e Talentos da Fundação da Juventude com a proposta Archives Vivants (2017) – uma reflexão artística e curatorial prática em torno do vestígio da performance. Atualmente é monitora do Serviço Educativo do Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory, em São João da Madeira.

http://rebeccamoradalizad.wixsite.com/visualartist
https://www.facebook.com/shirinvegetariancuisine/

Joclécio Azevedo (Brasil, 1969). Vive e trabalha no Porto desde 1990. Os seus trabalhos atravessam diferentes disciplinas artísticas. Dedica-se mais intensamente à criação coreográfica a partir de 1999. Participa regularmente em projectos de criação e investigação ligados à coreografia, dramaturgia e performance desenvolvendo trabalhos individualmente ou em colaboração com outros artistas. Participou como intérprete em projectos de José Caldas, João Paulo Seara Cardoso, Roberto Merino, José Wallenstein, Companhia Gioco Vita, Isabel Barros, Né Barros, Ana Figueira, Joana Providência, Pedro Carvalho, André Guedes, Simone Forti, Gary Stevens,  Ronit Ziv, Jean-Marc Heim, Peter Bebjak/Juraj Korec, Tino Seghal, Joshua Sofaer, Isabelle Schad e Miguel Pereira. O seu trabalho foi apresentado em Portugal, França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Suíça, Escócia, Inglaterra, Eslováquia, Índia e Roménia. De 1997 a 1999 dirigiu e programou o "Perspectivas - Festival de Teatro e Dança de Vila do Conde. Em Junho de 2001 representou Portugal nos “Repérages – Reencontres Internationales de la Jeune Chorégraphie” em Lille, tendo integrado também a residência coreográfica resultante dos encontros e organizada pelo Danse à Lille/Sybel Ballet Teatre, na Tunísia. Foi co-criador no projecto “Seis Português”, a convite do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. Participou com os seus trabalhos na Plataforma de Dança Portuguesa Contemporânea "Mudanças 2002", no Festival “Portugal” realizado no Treffpunkt Rotebuhlplatz em Stuttgart, na programação do AEROWAVES no The Place em Londres e no CAPITALS (Encontros Acarte/Fundação Calouste Gulbenkian/Lisboa - 2002/2003). Participou nas residências MUGATXOAN (Arteleku/San Sebastián, Fundação de Serralves/Porto) - 2002) e Colina 2003 (O espaço do tempo/Montemor-o- novo). Em 2004 apresentou o seu trabalho no Festival de La Bâtie em Genéve e estreou no Movimento4 (Evento organizado pelo The Hub, em Londres, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian) um novo trabalho com alunos do 3º ano do Laban Centre. Desenvolveu diversas colaborações com o coreógrafo Suíço Jean-Marc Heim, todas estreadas no Arsenic, em Lausanne. Foi director artístico do Núcleo de Experimentação Coreográfica, no Porto, entre 2006 e 2011. Em 2012 colabora com Ana Borralho & João Galante, Vera Mantero e Rita Natálio na criação do evento “Sub-Reptício (corpo clandestino) no São Luiz Teatro Municipal em Lisboa. O seu trabalho foi apresentado em Portugal, França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Suíça, Escócia, Inglaterra, Eslováquia, Índia e Roménia. Actualmente é membro da direcção plenária da GDA e do Conselho de Curadores da Fundação GDA. Artista Residente da Circular Associação Cultural a partir de 2012. Em 2016 colabora como assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP. É membro colaborador do i2ADS Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade da Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto, colaborando com o NAI - Núcleo de Arte Intermedia.



CAXINAS ENSEMBLE

“Labirinto” é o tema do projecto “Caxinas Ensemble”, orientado pelos artistas Filipe Caldeira e Catarina Gonçalves e desenvolvido pela Circular, entidade que promove o Festival de Artes Performativas com o mesmo nome. O projecto tem como principal objectivo proporcionar uma aproximação às artes transdisciplinares a crianças dos 6 aos 10 anos e organiza-se em três sessões com quatro turmas da Escola do 1º ciclo das Caxinas entre 2018 e 2019. Em paralelo, Filipe Caldeira e Catarina Gonçalves vão apresentar em Dezembro os espectáculos infantis “Lusco-Fusco” no espaço ALFA (atelier Lafontana Formas Animadas) e "O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela)" nas freguesias de Aveleda e Macieira da Maia.

Esta proposta baseia-se no encontro dos dois artistas com a comunidade das Caxinas, escolhendo as crianças como os seus “outros olhos e como ponto de partida para se relacionarem e desenvolverem um trabalho de imersão acerca do tema Labirinto”.

O processo de trabalho assenta em três momentos criativos e/ou tempo/espaciais, em que cada momento pretende abordar e desafiar as crianças à implicação num processo experimental a par com os artistas Filipe Caldeira e Catarina Gonçalves, entre outros. De acordo com os artistas, “áreas como a fotografia, música, escrita, artes plásticas estão contempladas, assim como a pesquisa com base em encontros que impliquem um estar, viver, respirar, construir, recriar, devorar as Caxinas a par com as crianças”.

As sessões estão agendadas para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2018 e Janeiro e Fevereiro de 2019 na Escola de 1º ciclo das Caxinas, em Vila do Conde. A participação é reservada aos alunos e professores da Escola.

Esta programação da Circular aposta numa relação de crescente envolvimento e proximidade com a comunidade local, em especial com o território das Caxinas, propondo a participação cultural num ambiente de experimentação, de espontaneidade e de sensibilidade, junto de públicos-alvo e contextos distintos, através de parcerias com a Câmara Municipal de Vila do Conde, Junta de Freguesia de Vila do Conde, escolas, e outras entidades.
Orientação: Filipe Caldeira e Catarina Gonçalves
Iniciativa no âmbito do Programa Educativo da Circular Associação Cultural

Programa:

Sessões na Escola 1º Ciclo Ensino Básico de Caxinas - Vila do Conde

29 e 31 de Outubro 2018
2 de Novembro 2018
11 e 13 de Dezembro 2018
30 e 31 de Janeiro 2019
1, 11, 13 e 15 de Fevereiro 2019

Sessões Escolares | "O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela)" de Catarina Gonçalves e Filipe Caldeira

10 de Dezembro 2018, 14:30 / ARCA - Associação Recreativa e Cultural de Aveleda / Sessão com alunos da Escola Básica de Aveleda
12 de Dezembro 2018, 11:00 / ALFA - Atelier Lafontana Formas Animadas / Sessão com alunos da Escola Básica das Caxinas
14 de Dezembro 2018, 11:00 / Pavilhão da Escola Básica de Macieira / Sessão com alunos da Escola Básica de Macieira e do Centro Social

Biografias:

Catarina Gonçalves foca o seu trabalho na dança em contextos que questionam o corpo social/político e a relação entre público/performer. A aproximação à comunidade pauta o seu percurso artístico. Inicia os seus estudos na área da comunicação, licencia-se em educação, pela ESE, Lisboa (2004) e posteriormente em artes do espetáculo - dança contemporânea (2007), na ESD de Lisboa. Foi artista convidada do Projeto EVA (Lisboa, 2010) a intervir nos Bairros 6 de Maio e Armador; criou What the body know’s that we don’t know (2012 DOCK11, Berlin) e Solo em Artistas à Procura de um Abrigo, para o Festival Todos (Lisboa, 2013).

Filipe Caldeira (Vila do Conde, 1982). Inicia em 2000 o seu estudo em manipulação de objetos, de uma forma empírica e focada na técnica que serve uma crueza fortemente influenciada pelo circo finlandês. Desenvolve um particular interesse na sinergia entre o corpo e o objecto, reposicionando-se na relação hierárquica entre estes dois elementos. Ao longo dos anos de prática o seu interesse vai-se desviando do virtuosismo técnico, dando primazia ao imaterial, ao corpo e à voz como gatilhos autónomos. Assim o seu posicionamento face ao circo, dança e teatro tornou-se alvo de autoquestionamento. Resultando numa linguagem híbrida e num virtuosismo distorcido, de um corpo que se forma e deforma com a experiência. Inicia-se profissionalmente como autor e intérprete em 2005. Desde 2015 que é artista residente apoiado pela Circular Associação Cultural.





ARTE COMO FAROL 2017

Formador: Juan Luis Toboso
Escola: Escola Secundária José Régio, Vila do Conde
Professora: Carolina Morgado

Descrição da actividade
Este programa parte da ideia da arte como elemento que  tal como um farol  nos ajuda a encontrar o nosso lugar. Aponta caminhos e fortalece escolhas. Torna visível  ilumina  o que frequentemente não vemos  seja o que está dentro de nós  ao nosso lado ou nas profundezas da história da humanidade.

Começa-se por fazer uma aproximação à arte contemporânea. Explora-se a arte como meio de aproximação ao conhecimento da complexidade humana e como instrumento para reconhecermos questões que permanecem ao longo dos tempos e em geografias e culturas diversas. Estes encontros estabelecem também aproximações à história da arte  do passado aos nossos dias  e andam de cá para lá e de lá para cá entre a história coletiva e a história de cada um de nós  entre a macro e a micro história. Este programa destina-se a turmas de ensino secundário. O formador desta actividade será Juan Luis Toboso.

A formação leccionada por Juan Luis Toboso
A arte como forma de conhecimento  organiza-se em três módulos que se desenvolvem particularmente em torno dos seguintes temas  - O encontro com as obras de arte. - Entre o presente  o passado e o presente - Entre as histórias coletivas e as histórias individuais Estes temas estarão interligados e presentes ao longo da formação mas serão à vez alvo de maior atenção e incidência. Viajamos pelas histórias da arte  entre o presente  o passado e o presente  e descobrimos  umas vezes  e confirmamos  outras  de que modo a arte ajuda ao conhecimento de cada um de nós e das histórias da humanidade. Nesta viagem cruzam-se imagens  textos  músicas  excertos de filmes e documentários.

Objetivos Gerais
Explorar diferentes momentos de aproximação à arte - Reconhecer o potencial dos processos de descrição na interpretação e compreensão da obra de arte - Perceber que o encontro com o objeto artístico é individual e singular - Problematizar o conceito de arte - Reconhecer que a ideia de arte é mutável e complexa e se constrói entre permanências e mudanças - Verificar que o conhecimento do passado pode ajudar a tornar mais nítido o presente e que a ligação à contemporaneidade pode estimular a curiosidade e a compreensão do passado - Reconhecer o potencial da arte no conhecimento e revelação das histórias coletivas e das histórias individuais.

Calendário


ABRIL A JUNHO 2017
Turmas: 2 turmas do 11º ano de Humanidades

3 e 24 de Abril
8 de Maio
5 de Junho
08h30-10h30 / 14h30-16h30

NOVEMBRO 2017 - FEVEREIRO 2018
Turma: 10º ano de Humanidades

17 de Novembro 2017
15 de Dezembro 2017
12 de Janeiro 2018
2 de Fevereiro 2018
08h30-10h30

Biografia
Juan Toboso Investigador e docente no contexto da Arte Contemporânea. Nasceu em 1980 em Valência  Espanha e actualmente reside no Porto  Portugal. Doutor pela Faculdade de Belas Artes da Universidade Politécnica de Valencia. No campo da produção cultural tem colaborado com diferentes instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Serralves  a Fundação Calouste Gulbenkian e o programa de Arte e Arquitectura da Capital Europeia da Cultura  Guimarães 2012. Desde 2004 é membro de vários grupos de investigação universitários como na UPV  de Valencia  e a UFRGS em Porto Alegre Brasil  para o desenvolvimento de projectos de cooperação internacional  baseados na criação de núcleos de pensamento em torno de novos processos contemporâneos de criação artística  bem como na investigação de novos territórios na produção  crítica e difusão das artes plásticas. Tem desenvolvido diferentes projectos de investigação e curadoria no contexto das artes visuais é professor na Escola Superior Artistica do Porto e actualmente é o curador em residência do Centre de Cultura Contemporânea del Carme.




FORMAÇÃO DE DANÇA

Formadora: Joana von Mayer Trindade
Escola: Escola Secundária José Régio, Vila do Conde
Professora: Guia do Carmo
Turma: 11º ano do curso Científico-Humanístico de Línguas e Humanidades

Apresentação  do projecto
O projeto teve inicio com uma residência de curta duração de 8 a 12 de Junho 2017 em Vila do Conde. Durante esta residência pretendeu-se uma vivência de campo e estudo do território Vilacondense. Através de visitas a edifícios emblemáticos da cidade:  Casa Museu José Régio, Casa Antero Quental, Museu das Rendas de Bilros, Museu da Construção Naval, Estaleiros Navais, Convento de Santa Clara, Igreja Matriz, Capela da Nossa Srª do Socorro. Simultaneamente, antes durante e depois deste período da residência, a investigação de personalidades que ou naturais de Vila do Conde como o pintor Júlio Maria dos Reis Pereira ou que aí viveram durante um período marcante da sua vida como o casal de pintores Robert Delaunay e Sonia Delaunay, sejam inspiradoras para o processo. Pretende-se igualmente durante a residência e em momentos subsequentes manter ativo um contato presencial com as gentes de Vila do Conde nos locais em que estas se reúnem preferencialmente, sendo o mercado semanal, por exemplo, um ponto de relevo.

Após esta fase de investigação e de levantamento de temáticas será essencial a escolha de um tema unificado em conjunto com os participantes (alunos da escola) que se deverá desenvolver e materializar numa acção de formação de dança no âmbito do ensino secundário artístico de Vila do Conde, de frequência semanal. A formação terá inicio em Novembro 2017 e pretende-se que até ao final de Março de 2018, numa data a selecionar, se realize um momento de partilha dos processos e dos resultados levados a cabo durante esta acção de formação, com a presença de todos os participantes e convidados. 


Objetivos Gerais
Um dos objectivos principais desta acção será relacionar os participantes com um tema forte da sua cidade, potenciando relações outras pela via da dança com o tema em questão. Propiciando uma oportunidade real para o desenvolvimento e o acesso a uma formação de teor cultural que exija o aplicar de ferramentas criativas artísticas desenvolvendo competências psico- corporais, cognitivas e sociais e promovendo o exercício de uma cidadania plena.  Um dos focos centrais deste projeto será assim a descoberta de uma relação válida entre a arte e a vida, no contexto local e pessoal, mas que não se esgote nestes.Joana von Mayer Trindade


Bibliografia
Fundação Calouste Gulbenkian (1992). Educação pela Arte - Pensar o Futuro
Gough, M. (1993). In touch with dance. Whitethorn Books
Leese S.& Packer M. (1980). Dance in Schools.
Preston-Dunlop, V. (1980). A Handbook for Dance in Education. Longman.

Calendário
16 e 20 de Novembro 2017
7 e 11 de Dezembro 2017
4, 8, 22 e 25 de Janeiro 2018
8 e 22 de Fevereiro 2018
8 e 12 de Março 2018
15 de Março 2018 [apresentação final]

Biografia
Joana von Mayer Trindade 
Coreógrafa, Performer e Professora. Mestre em SODA Solo/ Dance/ Authorship, Universidade das Artes de Berlin UDK/HZT (2013). Licenciada em Psicologia (Comportamento Desviante) pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (1998). Curso de Interpretes de Dança Contemporânea (1999) e Curso Reciclagem de Monitores de Dança para a Comunidade (2001), Forum Dança. Curso Essais (2006) no CNDC d’Angers | Emmanuelle Huynh (Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian). Fundadora com Hugo Calhim Cristovão da Nuisis Zobop- associação Cultural (2004). Conjuntamente com Hugo Calhim Cristovão no contexto da Nuisis Zobop, cria e interpreta as peças: “She Will Not Live, “VELEDA”, “ZOS (She Will Not Live)”, "O céu é apenas um disfarce azul do inferno" e “Da Insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre”. Da suaautoriadestaca as peças: “Between Being and Becoming” para a companhia Edge, The Place London, “Installation-Exhibition For All, and For None”, “M E N I N A S”, “NAMELESS NATURES” e “Mysteriumconiunctionis”. Peças apresentadas no Festival Trama/Serralves, Festival Materiais 4 Diversos, PT13 (Plataforma portuguesa de artes performativas/Montemor-o-Novo), ZDB/ Espaço Negócio (Lisboa), Centro Português de Fotografia (Porto), CNDC’Angers (França), CIRCULAR- Festival de Artes Performativas (Vila do Conde), Festival CORPO + CIDADE (Porto), 2ªPlataforma de criadores nacionais emergentes EDN&modul-dance 2014, CAPA/Devir, Teatro Municipal do Porto - RIVOLI, Uferstudios Berlim, entre outros. Enquanto intérprete trabalhou com: Antonio Carallo, Wil Swanson, Paulo Henrique, Olga Roriz, Filipe Viegas, Sónia Baptista, Min Tanaka, Deborah Hay, Ana Clara Guerra Marques, Emmanuelle Huynh, Eric Didry, Danya Hammoud, Colectivo artístico alemão LIGNA (Ole Frahm e Torsten Michaelsen) e Isabelle Schad. Consultora artística (Dramaturgia/Assistência ao Movimento e à Criação) e professora convidada de projetos de: Elizabete Finger, Ana Trincão, Jee-Ae-Lim, Cristina Planas Leitão, Isabel Costa (orientadora de tese de mestrado); Escola Balleteatro, FAAIC- companhia Instável (Formação Avançada em Interpretação e Criação Coreográfica II, IV e V) e Pós- Graduação em Dança Contemporânea pela ESMAE em colaboração com a Câmara Municipal do Porto e do Teatro Municipal do Porto. Foi ainda bolseira do Centro Nacional de Cultura no Japão (2002), onde pesquisou e praticou Butoh com Min Tanaka na Body Weather Farm e Budismo Soto Zen no Zazen Dojo Antai-Ji. Em 2008 viajou durante seis meses pela Índia, onde terminou o “Curso Certificado de Yoga” na Universidade Hindu de Benares em Varanasi e o “Curso de Formação Intensiva de Professores de Yoga” na Fundação Yoga Patanjali em Rishikesh. É autora dos ensaios escritos : “Just a Point. No More, No Less”, “Chaos as an Inevitable Tool for Composition”, “The Cruelty of Creation” e “Truthful Images” no domínio da criação e composição artística em Dança. De 2015 até ao momento presente é artista residente convidada da CIRCULAR - Associação Cultural.



ENCONTROS DERIVAS: O QUE PODE A ARTE? O QUE PODE O CONHECIMENTO? 
26 NOVEMBRO (sáb) 2016 | Centro de Memória, Vila do Conde


A edição 2016 dos Encontros Derivas 'Encontros Derivas: O que pode a arte? O que pode o conhecimento?' vai acontecer a 26 de Novembro (Sábado), no Centro de Memória, em Vila do Conde.
Com programação e coordenação de Magda Henriques, o programa deste ano vai contar com a participação dos convidados António Sampaio da Nóvoa, João Pedro Vaz, João Queiroz, Luísa Veloso, Miguel Lobo Antunes e Susana Medina.
O painel da manhã irá dar particular atenção à relação entre a arte e a educação (Sampaio da Nóvoa, Luísa Veloso e João Queiroz) e o da tarde à programação artística e científica (Miguel Lobo Antunes, Susana Medina e João Pedro Vaz). Os artistas estão presentes nos dois momentos: João Queiroz, pintor e também professor, e João Pedro Vaz, programador e também encenador e actor.
Os Encontros Derivas 'Encontros Derivas: O que pode a arte? O que pode o conhecimento?' fazem parte do programa de actividades pedagógicas promovido pela Circular Associação Cultural, realizado nos últimos anos em Vila do Conde.
Convidados com formações e experiências variadas foram desafiados a pensar sobre o tema proposto. Pretende-se aqui reflectir sobre o que pode a arte, o que pode o conhecimento. Queremos que esta reflexão se faça através de múltiplas perspectivas estimuladas por personalidades cujas teorias e gerações trilham caminhos variados.

Programa:

10:00-13:00
António Sampaio da Nóvoa (Professor)
João Queiroz (Pintor)
Luísa Veloso (Socióloga)

15:00-18:00
Miguel Lobo Antunes (Programador)
Susana Medina (Museóloga)
João Pedro Vaz (Director Artístico do Teatro Oficina)