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Outras Actividades
Derivas Artísticas - Programa de Actividades Pegagógicas
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Programa Educativo - Circular Associação Cultural



Ciclo Questões Práticas 2021


"Amanhã não há Arte" com Carla Filipe (artista plástica) + conversa com Pedro Dourado (curador e produtor cultural)

29 de Maio, Sábado, 15:00
Biblioteca Municipal José Régio - Vila do Conde [google maps]
[Acesso gratuito, inscrição prévia]

“Modos de produzir e ampliar discurso e fricções” com Marta Lança (editora do BUALA, programadora e investigadora independente)
“Museu Pessoal” com Gisela Casimiro (escritora, artista e activista)

19 de Junho, Sábado, 15:00
Teatro Municipal de Vila do Conde (Salão Nobre) [google maps]
[Acesso gratuito, inscrição prévia]

“Ensaio de decifração de um enigma: A poesia dramática é a causa finalis da vida humana e do mundo (Goethe)” com Maria Filomena Molder (filósofa, professora e investigadora)
25 de setembro, Sábado, 14:30-17:30
Teatro Municipal de Vila do Conde [google maps]
Inserida no programa do 17.º Circular Festival de Artes Performativas
[Bilhetes disponíveis em Setembro]


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Questões Práticas

O ciclo “Questões práticas” configura-se em torno de encontros, conversas e performances que pretendem dar a conhecer práticas de investigação, escrita, performance, pensamento e transmissão de conhecimento. Cada encontro funciona como um exercício de activação do imaginário social, poético e político dos participantes e dos convidados, procurando intersecções entre práticas artísticas e não artísticas. Organizado em torno de momentos separados no tempo, mas articulados entre si, este ciclo utiliza diferentes formatos de apresentação e protocolos de participação, promovendo o envolvimento e o cruzamento de públicos com interesses diversificados.

Coordenação Questões Práticas: Joclécio Azevedo
Iniciativa no âmbito do Programa Educativo da Circular Associação Cultural


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"Amanhã não há Arte" com Carla Filipe + conversa com Pedro Dourado

Esta sessão tem como ponto de partida a exposição “Amanhã não há Arte” de Carla Filipe que decorreu entre Maio e Setembro de 2019 no Project Room do MAAT. A exposição dá continuidade à pesquisa de Carla Filipe em torno das estratégias visuais e gráficas utilizadas pelo discurso político, especificamente o cartaz reivindicativo. Este projeto apresenta um conjunto de símbolos e grafismos oriundos do discurso político pós-25 de abril de 1974, mas retirando-lhe toda e qualquer plasticidade manual. A bandeira é a forma escolhida para dar corpo às composições complexas, de grandes dimensões, onde repetições e variações dos elementos iniciais, recolhidos dos materiais gráficos das reivindicações políticas da história recente do país, subjugam e contradizem a sua própria origem e identidade. Filipe recorre a estas imagens superficialmente despolitizadas, ou às quais foi removida qualquer agência política, para se interrogar sobre o estatuto que o artista ocupa na configuração sociopolítica atual. Desprovida de capacidade reivindicativa individual e sem a força de um corpo coletivo que a apoie, a artista ameaça “Amanhã não há arte”, como uma tentativa de mobilização face aos desafios que a comunidade artística enfrenta.

[Biografias]

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“Modos de produzir e ampliar discurso e fricções” com Marta Lança

Numa primeira parte farei uma breve incursão sobre programas que ilustram a ideia de "curadoria aberta". "Para nós, por nós: produção cultural africana e afrodiaspórica em debate" (2018), com Raquel Lima; "Terra Batida", com Rita Natálio: uma rede de arte e ciência sobre conflitos socioambientais (com residências de pesquisa e apresentações no Festival Alkantara); o ciclo "Sou esparsa e a liquidez maciça: gestos de liberdade" (Maat, 2020) e o projecto "ReMapping Memories Lisboa-Hamburg, Lugares de Memória (Pós)coloniais" (Goethe Institut, 2021).Na segunda parte, desenvolvo alguns pontos sobre a plataforma BUALA, ativa desde 2010. Na vontade de expandir linguagens na produção de conhecimento, o BUALA articula o discurso académico com a vertente jornalística e artística (e as suas diversas interpretações e visualidades). Ferramenta de pesquisa, a acessibilidade e informalidade fazem parte da sua história e prática de trabalho. Almejamos a hospitalidade incondicional da proposta de Derrida, abrindo “as portas a cada um e a cada uma, a todo e a qualquer outro, a todo o recém-chegado, sem perguntas, mesmo sem identificação, de onde quer que viesse e fosse quem fosse”. Ao escolher a palavra BUALA (bwala em quimbundo e lingala, faladas em Angola e nos Congos), destacamos o sentido de aldeia, familiaridade e construção de uma comunidade. Uma comunidade com lugares de enunciação plurais: de artistas, investigadores, jornalistas; reflexão descentralizada e colocada em diálogo, numa relação permanente entre local e global.

“Museu Pessoal” com Gisela Casimiro

Este trabalho parte do projecto contínuo de construção de um Museu Pessoal povoado de (re)interpretações de obras de arte. A intenção desde o início foi ser, fazer, pensar e (re)definir a presença do corpo negro na arte, independentemente do estatuto social ou económico de quem a cria e consome, e de essa arte poder vir ou não a ter outro público que não a sua criadora e curadora. Um corpo racializado coloca-se a si mesmo num lugar de destaque na criação e gestão da sua narrativa para, a partir dali, ser visto e ouvido no caminho para a decolonialidade. Um “Museu Pessoal” em permanente transmutação, que toma forma sempre que necessário, ocupando de igual modo a galeria, a rua, o espaço privado e imaterial.

[Biografias]



"Revoada"

 de Eva Ângelo com Álvaro Laborinho Lúcio


Documentário que explora o pensamento de Álvaro Laborinho Lúcio sobre as relações entre Arte, Educação e Cidadania.

Revoada resulta da vontade de facilitar o acesso ao pensamento de Álvaro Laborinho Lúcio. Deambulamos pelos caminhos da educação, da arte e da cidadania. Muda-se o sítio daquilo que por hábito se instalou e deixou de nos interpelar. Dá-se lugar ao espanto, reacendem-se as perguntas, o pensamento e a acção.
Trailer [link]

Deambulamos pelos caminhos da educação, da arte e da cidadania e percebemos que assistir ao exercício do pensamento, enquanto prática da inteligência e na sua dimensão poética, pode ajudar à transformação.
Este documentário resulta da vontade de partilhar e assim facilitar o acesso ao pensamento de Álvaro Laborinho Lúcio.
Aqui a forma como se diz, o que se diz, é mobilizadora da alma e potenciadora do agir.
Importa ir. Importa que lutemos por aquilo em que acreditamos e “que não nos apeemos cedo de mais”. Importa que façamos os caminhos apesar das pedras e com as pedras.
O rigor e o entusiasmo das convicções que aqui se apresentam são proporcionais à disponibilidade para reconhecer que outras podem ser melhores.
Esta forma de dizer o mundo, de se referir a ele, de mudar de sítio aquilo que por hábito se instalou e deixou de nos interpelar, dá lugar ao espanto e assim torna visível e cria outras possibilidades, outras paisagens, reacendendo as perguntas, o pensamento e a ação.
Magda Henriques

*Revoada: refere-se a um voo conjunto e a um retorno à raiz. Em sentido figurado significa também ensejo e oportunidade. Tomamos a revoada, enquanto momento inesperado, desconcertante e belo para aludirmos ao encontro com Álvaro Laborinho Lúcio.

Programação e participação especial: Magda Henriques | Realização e montagem: Eva Ângelo | Pós-produção audio: Quico Serrano | Produção: Circular Associação Cultural | A Circular é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal/Secretário de Estado da Cultura/Direcção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Vila do Conde | Apoio: Delta Cafés | Agradecimentos: Dina Magalhães e Paulo Vasques; Carmen Calisto, Inês Andrade; Maria Ana Krupenski, Sónia Ângelo e Henrique Caetano; Zeferino Mota; Academia Contemporânea do Espectáculo, Casa do Professor em Braga, Casa da Escrita em Coimbra; Aos jovens e adultos, presentes nas conversas com Álvaro Laborinho Lúcio| Agradecimento especial a Álvaro Laborinho Lúcio

REVOADA · Portugal, 2013-2017, Doc, HDV, Cor, 58’