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Outras Actividades
Derivas Artísticas - Programa de Actividades Pegagógicas
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ENCONTROS DERIVAS: O QUE PODE A ARTE? O QUE PODE O CONHECIMENTO? 
26 NOVEMBRO (sáb) 2016 | Centro de Memória, Vila do Conde


10:00-13:00
António Sampaio da Nóvoa (Professor)
Luísa Veloso (Socióloga)


15:00-18:00

Miguel Lobo Antunes (Programador)
Susana Medina (Museóloga)
João Pedro Vaz (Director Artístico do Teatro Oficina)


Programação e coordenação: Magda Henriques

Preço: 5,00 €
- Transferência bancária: IBAN da Circular Associação Cultural - PT50 0033.0000.45314714098.05 | Envio do comprovativo da transferência, com indicação do nome e contacto telefónico para o mail: info@circularfestival.com

Informações: info@circularfestival.com | (+351) 967 490 471


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Os encontros Derivas: O que pode a arte? O que pode o conhecimento? fazem parte do programa de actividades pedagógicas promovido pela Circular Associação Cultural, realizado nos últimos anos em Vila do Conde.
Convidados com formações e experiências variadas foram desafiados a pensar sobre o tema proposto.
Pretende-se aqui reflectir sobre o que pode a arte, o que pode o conhecimento. Queremos que esta reflexão se faça através de múltiplas perspectivas estimuladas por personalidades cujas teorias e gerações trilham caminhos variados.

Porquê a reflexão teórica?
Porque é preciso “imprimir ideias” na sociedade e a reflexão teórica deve contribuir para que as ideias se traduzam, no quotidiano, em práticas individuais e colectivas e ajudem à transformação.
Porque sendo estes encontros de reflexão teórica, os convidados têm como um dos traços comuns o seu pensamento construir-se numa relação com a prática. Guia-nos a afirmação de Hannah Arendt de que “o pensamento emerge dos incidentes da experiência vivida e deve permanecer vinculado a eles como os únicos marcos por onde nos podemos orientar”.
Porque a arte e o conhecimento em geral podem ser faróis particularmente luminosos e potenciadores de salvação, talvez mais evidente e urgentemente necessários em tempos sombrios.
Porque "a rebelião precisa de outra linguagem".
Porque o pensamento e a linguagem podem ser meios de resistência e despertar a vontade e a acção.
Porque bons exemplos precisam-se.
Porque é urgente promover a "rebeldia competente" e a "desobediência crítica".


Para quê a reflexão teórica?
Para procurarmos, em conjunto e através de experiências diversificadas, algumas ideias que nos ajudem a melhorar práticas e a consolidar caminhos, individual e colectivamente.
Para ampliar mundos, porque "este mundo está grávido de outros mundos" que precisam da nossa vontade, do nosso entusiasmo, para nascer.

O que pode a arte? O que pode o conhecimento?
A arte é para nós uma forma de conhecimento mas porque central neste programa distinguimo-la das demais formas de conhecimento.
Propomos esta reflexão com algum embaraço mas ela surge da necessidade de afirmar algumas convicções e reagir contra supostas inevitabilidades e prioridades.
O embaraço, e até tristeza, prende-se com a necessidade de reafirmar aquilo que nos parece uma evidência: o carácter imprescindível da arte, do conhecimento.
A reacção dirige-se contra uma visão dominante do mundo, e que nos querem fazer acreditar como única e fatal, que exige que tudo se traduza em números e que tudo seja mensurável. Onde
tudo tem de ser útil, no sentido mais estrito da palavra, ou seja, prático, objectivo, materialista e utilitarista.
Queremos recordar, e sublinhar, que útil também significa bom, necessário, importante.
E que nem tudo o que é bom, necessário e importante se pode medir e traduzir em números.
Roubamos a imagem da colmeia. Move-nos a necessidade de reforçar o alcance do processo de polinização que, tão ou mais importante que a produção de mel (produção esta visível e quantificável), é difícil ou até impossível de medir sendo, no entanto, determinante para o equilíbrio e sobrevivência da natureza.
Acreditamos pois que a experiência da arte e das múltiplas formas de conhecimento age ao nível mais íntimo de cada um e, tal como no processo de polinização, em tempos e de modos imprevisíveis mas imprescindíveis à construção, consolidação e manutenção dos valores humanos.
A humanidade é demasiado complexa para poder ser reduzida a factos. Se pudéssemos dizer tudo por palavras e números não teríamos sentido necessidade, desde as origens, de encontrarmos outras formas de expressão.


Para muitos, uma das especificidades da arte é a sua inutilidade...
Fernando Pessoa escreveu: “Só a arte é útil. Crenças, exércitos, impérios, atitudes – tudo isso passa.”
António Tabucchi, quando lhe perguntaram para que serve um livro, respondeu que “nesta nossa época em que tudo tem de ser útil, talvez um livro possa ser um objeto inútil mas ao mesmo tempo indispensável.”
Sabemos que a arte e o conhecimento em geral podem contribuir para aprimorar a nossa humanidade. Podem mas não é, de todo, linear que assim seja. George Steiner lembra-nos, tomando o exemplo de oficiais do regime nazi, que ler Shakespeare e ouvir Mozart não impede a barbárie. Sabemos ainda que a arte e o conhecimento em geral podem até aumentar a vaidade, a arrogância e serem usados como instrumentos de humilhação e abuso de poder sobre o outro.
A sabedoria, a delicadeza, a generosidade e a atenção a nós e aos outros, decorrem do que fazemos com a experiência da arte, do
conhecimento... em suma, da vida.
A sabedoria não resulta de um somatório de livros lidos, de espectáculos ou de exposições vistas.
A arte serve mas não é suposto estar ao serviço.
Aferir do poder de trans
formação da arte e do conhecimento, da sua utilidade, implica tempo e nem sempre é objectivável porque estes operam ao nível mais íntimo de cada um e não necessariamente no imediato.
É precis
o parar / É preciso tempo / É preciso silêncio /
É preciso escutar / É preciso atenção / É preciso que o pensamento se construa.. para que possamos agir, sabendo por quê e para quê.

Acreditamos, e constatamos pela nossa experiência, que:
A arte e as ciências são formas de aproximação e exploração do mu
ndo, meios para conhecê-lo.
Através da arte podemos dizer o que as palavras no quotidiano não sabem ou não podem. É frequente os artistas (sejam eles pintores, poeta
s, músicos, etc.) afirmarem, a propósito das suas obras, que as explicações sobre elas são sempre outra coisa e que o que quiseram dizer lá está dito.
Através da arte podemos chegar mais perto da complexidade humana. Aquela complexidade a que os factos, por si só, não nos permite aceder.
A arte pode ser uma forma de alimento, e não nos reconhecemos na opção entre o alimento para o estômago e o alimento para o espírito/ coração. São ambos necessários em proporções justas. Porque morremos de fome mas também morremos de solidão, de tédio e de falta de liberdade. Morremos porque não podemos escolher e onde não existe opção não existe escolha. O conhecimento e a experiência da art
e podem ajudar-nos escolher porque através deles podemos aceder às opções.
Tomando as palavras de Arnaldo Antunes, na sua letra Comida
“A gente não quer só comida / A gente quer comida, / Diversão e arte / A gente quer por inteiro / E não pela metade”

Estes encontros resultam da crença na possibilidade da arte e do conhecimento em geral poderem contribuir para a criação e afirmação de sentidos para a vida porque permitem-nos perceber que muitos caminhos são possíveis e que as nossas inquietações mais profundas são partilhadas.
Poderem ajudar a exercitar o lugar do outro, a estimular a empatia.
Poderem ser meios preciosos
de invenção e ampliação de mundos, de criação e ampliação de mundos, de criação de estranhamento, de combate à apatia.
Poderem representar lugares de amizade, de salvação, de encontro. Poderem ajudar-nos a SER, mais e melhor, não nos deixando esquecer que somos muitos dentro de nós.
Poderem promover o espanto e através dele o pensamento, estimular a busca da verdade, a construção da esperança. Fortalecer a vontade, a coragem, as escolhas, a responsabilidade e a liberdade e, assim, tornar mais pleno o exercício da cidadania, agindo.
Laborinho Lúcio afirmou, a propósito da justiça e da política, que "não devemos voltar as costas a uma convicção pelo facto de estarmos isolados nessa convicção... uma boa derrota numa convicção firme é bastante mais importante do que uma fraca vitória numa convicção frágil".
A arte e o conhecimento podem ainda ajudar a tornar mais firmes as nossas convicç
ões e simultaneamente a reforçar a disponibilidade para reconhecer a convicção do outro.
É preciso assim não desisitr de aceder à arte, ao conhecimento. Reforçar a importância da pedagogia artística no sentido da construção do acesso a uma multiplicidade de escolhas, do acesso à diversidade, para que possamos ser intervenientes e não instrumentos. Como escreveu António Pinto Ribeiro, "Assemelha-se à diferença entre aquele que pôde aprender a ler e o que não pôde, sendo que, para o primeiro, ler o quê, quando, ou como, será sempre uma possibilidade (até a de não ler), enquanto que para o segundo será sempre interdito".
É entre o sentido da realidade e o sentido da possibilidade que nos queremos colocar.
É a possibilidade que nos orienta sem nos afastarmos da experiência vivida.
Move-nos a linha do horizonte. Caminhamos com os pés assentes no chão.

Porque há coisas que não conseguimos guardar só para nós, este é um lugar onde a partilha acontece.
Gostamos de conversar e consideramos esse exercício como uma das mais belas actividades humana
s, porque, como diria Sócrates, "uma conversa séria é a melhor maneira de examinar a vida e de lhe dar sentido". Desejamos pois que a conversa possa aqui fluir.
Gostamos dos encontros imprevisíveis e assim convocamos, nesta deriva pela topografia da arte e do conhecimento, a imagem da esquina como impulso para a imprevisibilidade, o estranhamento, a revelação… de um a outro convidado… de conversa em conversa.

Os encontros Derivas fazem parte do programa de actividades pedagógicas promovido pela Circular Associação Cultural, realizado nos últimos anos em Vila do Conde.
Convidados com formações e experiências variadas foram desafiados a pensar sobre o tema proposto: Para que serve a arte? Para que serve o conhecimento?
Numa primeira fase, entre 2009 e 2012, um de cada vez apresentou as suas reflexões e conversou com o público. Foram nossos convidados: Valter Hugo Mãe, Tolentino de Mendonça, Alberto Carneiro, Frei Bento Domingues, Carlos Fiolhais, Álvaro Laborinho Lúcio, Miguel Bonneville, António Pinto Ribeiro, António Júlio, Cristina Grande, António Vitorino de Almeida, Ana Luísa Amaral, Madalena Vitorino e Alexandre Quintanilha.
Em 2013 o mote e a diversidade de convidados permaneceram, o formato renovou-se: concentramos temporarlmente esta actividade num fim de semana e organizamos, sob a reflexão comum - O qu pode a arte? O que pode o conhecimento? - cinco subtemas:
1 - Arte/Cultura, Economia e Programação | Augusto M. Seabra, Catarina Vaz Pinto, António Pinto Ribeiro
2 - Arte/Cultura e Educação | Luísa Veloso, Elisabete Paiva
3 - Arte/Cultura e as novas gerações de criadores | Alunos e ex-alunos da Academia Contemporânea do Espectáculo
4 - Arte/Cultura, os artistas e os outros | Lígia Ferro, Gil Teixeira, Maria Gil
5 - Arte/Cultura e Cidadania | Fátima Vieira, Álvaro Laborinho Lúcio

Em 2014 começámos por convocar o pensamento e as palavras de José Mattoso "(...) todas as linguagens, tanto as poéticas como as científicas. Os textos que elas constroem são como que as diversas interpretações de uma mesma partitura." Reflectimos, assim, sobre a relação entre a dimensão poética e o conhecimento científico, como a dimensão poética pode ampliar o alcance do método, do conhecimento científico. Como a arte e as ciências, por caminhos diferentes, nos permitem aproximar da complexidade humana.
Valorizamos a memória, em particular das histórias que nem sempre estão na História e que contribuem, por vezes invisível mas decisivamente, para diferentes conquistas; ainda a memória como forma de resistência e para que não esqueçamos que as conquistas, não sendo garantidas, resultam de lutas que não são em vão e que cada um, à sua medida, é responsável pela preservação das alcançadas e agentes de novas. Afinal "este mundo tem conserto, só que os remédios não são em bloco, são muitos, vários, pequenos, lentos, fazem-se dia a dia", lembra-nos Frei Bento Domingues.
Permanece a reflexão sobre a relação entre educação, arte e cidadania.
Reflectimos também sobre o papel do artista e do intelectual, particularmente em tempos sombrios.
O mote geral atravessou quatro temas específicos:
- Conhecimento científico e dimensão poética | Nuno Faria, Luísa Veloso, Alexandre Quintanilha
- A História, a Arte e a Memória: porque é preciso não esquecer | Manuel Loff, Rui Pereira, Susana de Sousa Dias
- Educação, Arte e Cidadania | Paula Garcia, Maria de Assis, Margarida Mestre
- Os artistas e os intelectuais em tempos sombrios | Carolina Ritto, Miguel Leal, Filipe Silva

Em 2016 voltamos ao mote geral: O que pode a arte? O que pode o conhecimento? Ainda assim podemos, também agora, encontrar alguma especificidade em cada painel: o da manhã dá particular atenção à relação entre a arte e a educação (Sampaio da Nóvoa, Luísa Veloso e João Queiroz) e o da tarde à programação artística e científica (Miguel Lobo Antunes, Susana Medina e João Pedro Vaz).
Os artistas estão presentes nos dois momentos: João Queiroz, pintor e também professor, e João Pedro Vaz, programador e também encenador e actor.
Trata-se aqui da vontade de aceder aos pontos de vista daqueles que admiramos, que nos inquietam e são capazes de abalar aquilo que tomamos por evidente. Capazes de nos desinstalar das nossas seguranças, lembrando-nos que "estar vivo é um perigo. Negá-lo é ser alheio ao coração da vida" 1. Aceder àqueles que nos têm ajudado a pensar e que impedem que as certezas se instalem, contrariando as rotinas. "As rotinas são terríveis. Fazem-nos perder a inquietação, a dúvida, necessárias ao aperfeiçoamento" 2.
Porque "o ponto de vista é uma vista a partir de um ponto" 3, desejamos através da multiplicidade de vistas ampliar as nossas paisagens.
Os nossos convidados trazem-nos as suas reflexões e visões do mundo, ajudando-nos a pensar sobre o tema proposto. Importantes e reveladoras são também as palavras escolhidas para o fazerem porque também elas são capazes de construir realidades, também elas têm o poder de libertar ou colonizar o espírito.
Magda Henriques

1 Maria Filomena Molder
2 MIguel Lobo Antunes
3 António Sampaio da Nóvoa

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Biografias:


António Sampaio da Nóvoa
Reitor Honorário da Universidade de Lisboa, instituição de que foi Reitor entre 2006 e 2013.
Professor catedrático do Instituto de Educação, é Doutor em CIências da Educação pela Universidade de Genebra e Doutor em História pela Universidade de Paris IV - Sorbonne.
Professor convidado de várias universidades internacionais, publica sobre temas de educação, de comparação e de cultura.

João Queiroz
Nasceu em Lisboa em 1957. Formou-se em Filosofia pela Universidade Clássica de Lisboa em 1984. Expõe regularmente desde 1985. Em 2010 realizou na Culturgest uma exposição antológica da sua obra. Ganhou o Prémio EDP de Desenho em 2000 e o Prémio AICA em 2011.

Luísa Veloso
É socióloga e investigadora do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES-IUL) desde 2008 e Professora Auxiliar Convidada do Insituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) desde 2011. É também, investigadora associada do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi professora do Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto entre 1991 e 2008. Na qualidade de investigadora tem coordenado e desenvolvido vários estudos nas áreas das Profissões, da Educação, do Trabalho e do Emprego e dos Estudos Sociais da Ciência e Inovação. Tem várias publicações de livros e artigos nacionais e internacionais. Desenvolve várias actividades de articulação entre a investigação e actividades culturais com, nomeadamente, a Fundação de Serralves, tendo integrado a equipa de programação e organização, entre 2008 e 2011, o Ciclo "Documente-se!", bem como o programa de artes performativas que acompanhou a exposição "O processo SAAL", entre 2014 e 2015 e a Cinemateca Portuguesa, onde co-dinamizou o ciclo anual de cinema "Rupturas" (2011), o ciclo "O trabalho no ecrã" (2015), este último em articulação com uma investigação sobre as representações do trabalho no cinema português e o ciclo "Cinema e trabalho" (2016). Colabora também em várias iniciativas como, por exemplo, o Circular Festival de Artes Performativas ou O Rumo do Fumo.

Miguel Lobo Antunes

Licenciado em Direito, trabalha na área da cultura desde 1983. Entre várias outras funções, foi Administrador do Centro Cultural de Belém (1996-2001), Director artístico do Festival Internacional de Música de Mafra (2002-2004) e é administrador da Culturgest (2004-...).

Susana Medina
Licenciada em História (variante Arte) pela FLUP e pós-graduada em European Cultural Planning pela Universidade de Monfort. Concluiu o Mestrado em Museologia na FLUP em 2008 e, actualmente, é aluna do Programa Doutoral em Museologia na mesma Faculdade.
Exerceu actividade profissional no Serviço Educativo da Fundação de Serralves e integrou a equipa que programou os eventos das áreas do Pensamento, Ciência, Literatura e Projectos Transversais da Porto 2001-Capital Europeia da Cultura. No presente, além de responsável técnica pelo FEUP Museu, desenvolve trabalho no âmbito do projecto do Museu Digital da Universidade do Porto. Colabora com o Mestrado em Museologia da FLUP, como docente de mobilidade interna, na unidade curricular de Adminsitração e Gestão de Museus. Enquanto investigadora, os seus interesses são diversos, destacando como principais os temas da tecnocultura, sistemas de informação para museus e divulgação da investigação científica actual por museus universitários. Procura divulgar regularmente os resultados da sua investigação em encontros científicos nacionais e internacionais, em revistas especializadas em Museologia e através de exposições.

João Pedro Vaz
Nasceu no Porto em 1974. Iniciou-se no TEUC (Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra) em 1993, a cuja direcção pertenceu até 1996; Foi co-fundador e co-directo da ASSéDIO (1998-2001) e colaborou com o TEP, TNSJ, Teatro Aberto, Teatro Meridional, Teatro da Cornucópia, o Teatro Maria Matos e o TNDMII, entre outros. Actor desde 1994, encenador desde 2001, trabalhou com diversos encenadores e em múltiplos projectos.
Foi director artístico das Comédias do Minho desde Outubro 2009. É director artístico do T. Oficina em Guimarães.