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Circular
Apresentação
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O Circular Festival de Artes Performativas está de regresso para a sua 17ª edição. O festival apresenta um programa pluridisciplinar e experimental que cruza a dança, a música, o teatro, a performance e o pensamento, onde reside uma ampla diversidade temática suscitada por cada uma das propostas autorais.

O festival arranca com a inauguração da exposição “Membrana” de João Pais Filipe e Mónica Baptista, uma co-produção com a Solar - Galeria de Arte Cinemática/Curtas Metragens de Vila do Conde. “Membrana” apresenta um conjunto de esculturas sonoras, fotografias e vídeos, resultantes de uma residência dos artistas no Uganda, e inclui um momento performativo. Também na abertura do festival é apresentado o espectáculo de dança “Calçada” do coreógrafo brasileiro Volmir Cordeiro (adiado em 2020 pelas limitações causadas pela pandemia). “Calçada” afirma-se como um espaço de liberdade, de expansão e de “circulação de mundos”, um espectáculo onde se reinventa e redefine a experiência comunitária.

Segue-se um concerto de CZN, projecto dos músicos percussionistas Valentina Magaletti, João Pais Filipe e do produtor Leon Marks, que traz-nos o seu mais recente álbum “Commutator” preenchido por ritmos hipnóticos e cadências repetitivas de construção enérgica e progressiva.

No segundo fim-de-semana do festival é lançado o disco “Peixinho Patriarca Percussão” do Drumming Grupo de Percussão dedicado a repertório dos compositores Jorge Peixinho e Eduardo Luís Patriarca, numa co-edição Drumming GP e Circular Festival. Este álbum surge na continuidade de um concerto realizado no Circular em 2017, que aliou os dois compositores com relevante ligação à cidade de Vila do Conde. Clara Amaral apresenta no Circular a performance “She gave it to me I got it from her”, uma proposta intimista que desenha o gesto e a palavra a partir de um livro. O coreógrafo Raul Maia estreia “a fala da racha”, uma criação co-produzida pelo Circular, que parte de um lugar teatral fragmentado nas linguagens física, textual, sonora e dramatúrgica.

O ciclo “Questões Práticas” (Programa Educativo da Circular) cruza-se no festival com a conferência “Ensaio de decifração de um enigma: A poesia dramática é a causa finalis da vida humana e do mundo (Goethe)” pela filósofa Maria Filomena Molder. Também nesta edição tem lugar o lançamento do Jornal “Coreia” #5, com direcção do coreógrafo João dos Santos Martins, publicação que se dedica a produzir pensamento em torno das artes performativas. O lançamento inclui a performance “Ehera Noara” de Hwayeon Nam que activa o arquivo de uma das precursoras da dança moderna coreana, Choi Seung Hee.

A finalizar o festival, o colectivo Los Detectives apresenta “Pienso casa, digo silla”, uma peça teatral que se centra nas experiências de mulheres visionárias da Idade Média e na forma como estas poderão traduzir-se numa perspectiva contemporânea.

Acompanhem-nos de 18 a 25 de Setembro em Vila do Conde!

— Paulo Vasques e Dina Magalhães