imagem da secção
Imprensa
Biografias (A-Z)
linha
  [Artista Residente] Filipe Caldeira
[Artista Residente] Filipe Caldeira

Filipe Caldeira (Vila do Conde, 1982). Inicia em 2000 o seu estudo em manipulação de objetos, de uma forma empírica e focada na técnica que serve uma crueza fortemente influenciada pelo circo finlandês. Desenvolve um particular interesse na sinergia entre o corpo e o objecto, reposicionando-se na relação hierárquica entre estes dois elementos. Ao longo dos anos de prática o seu interesse vai-se desviando do virtuosismo técnico, dando primazia ao imaterial, ao corpo e à voz como gatilhos autónomos. Assim o seu posicionamento face ao circo, dança e teatro tornou-se alvo de auto questionamento. Resultando numa linguagem híbrida e num virtuosismo distorcido, de um corpo que se forma e deforma com a experiência.  Em 2005 inicia-se profissionalmente como autor e intérprete e desde então tem participado em projectos nomeadamente com Joana Providência (Catabrisa, 2012); Luciano Amarelo (Malacorpo, 2010); Anna Stistgaard (Meu Coração Viagem,2009; Feliz Idade, 2010); Teatro do Frio (Utópolis, 2010); Radar 360º (Histórias Suspensas, 2011;Baile dos Candeeiros,2008); Companhia Erva Daninha (Fio Prumo, 2008;50 ou Nada, 2010; Aduela, 2013); Casa da Música (Abracadabra 2012); Comédias do Minho (Chuva, 2014; Uivo, 2014); Marco da Silva Ferreira (Brother, 2017). Em 2015 cria o espetáculo Abutre, encomenda da Fundação Lapa do Lobo e “O cão que corre atrás de mim (e o avô Elísio à janela)”, encomenda do Programa para Crianças e Jovens do Teatro Maria Matos com co-produção do Teatro Municipal do Porto. Em 2016 cria, em colaboração com Catarina Gonçalves e Constança Carvalho Homem, “A Caçada”. Atualmente é artista residente 2015/2017 da Circular Associação Cultural.
 
  [Artista Residente] Joclécio Azevedo
[Artista Residente] Joclécio Azevedo

Joclécio Azevedo (Brasil, 1969). Vive no Porto desde 1990. Os seus trabalhos atravessam diferentes disciplinas artísticas, tendo-se dedicado mais intensamente à criação coreográfica a partir de 1999. Participa regularmente em projetos de criação e investigação, desenvolvendo colaborações e integrando residências artísticas em diversos contextos, dentro e fora do país.Foi diretor artístico do Núcleo de Experimentação Coreográficaentre 2006 e 2011. É membroda direção plenária da GDA e do Conselho de Curadores da Fundação GDA desde 2010.Artista residente da Circular Associação Cultural, a partir de 2012,tendo produzido neste contexto uma série de projetos individuais ou em colaboração com outros artistas (Cuidados Intensivos (2013), Inacabado (2013), Relações públicas (2017) ou Modos de Usar (2018), entre outros.Desde 2013, participa regularmente como formador no FAICC – Formação avançada em interpretação e criação coreográfica da Companhia Instável.Em 2016 trabalhou como assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP.Colabora, desde 2016, com o grupo Sintoma – Performance, Investigação e Experimentação, orientado por Rita Castro Neves e desenvolvido pelo i2ADS Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

 
  Ana Pi
Ana Pi

Artista coreográfica e da imagem, pesquisadora das danças urbanas, dançarina contemporânea e pedagoga graduada pela Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia – Brasil. Através da formação EX.E.R.CE 2009/10, ela estuda a dança e a imagem no Centre Chorégraphique National de Montpellier – França, sob a direção de Mathilde Monnier. Trânsito, deslocamento, pertencimento, sobreposição, memória, cores, ações ordinárias e gesto são matérias vitais à sua prática criativa e pedagógica. Em 2017 cria NOIRBLUE, espetáculo solo estreado durante o Artdanthé Festival #19 e, colabora regularmente com outros artistas em projetos de naturezas e durações diversas, seja na música, dança, artes visuais ou moda. Ela palestra e performa sobre danças urbanas, suas apresentações foram realizadas tanto no Brasil, quanto na Europa e, mais recentemente, em África. Dentro deste processo, também, ministra oficinas de dança à partir da prática que vem desenvolvendo denominada “CORPO FIRME ; danças periféricas, gestos sagrados”, onde as danças originárias das periferias das grandes cidades, também conhecidas como danças urbanas, se relacionam intimamente com gestos sagrados presentes na Diáspora Negra.
 
  António Guerreiro
António Guerreiro

António Guerreiro estudou Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês) na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É crítico literário e cronista no jornal "Público" e é docente convidado na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. É também editor da revista "Electra", editada pela Fundação EDP. Tem colaboração dispersa sobre literatura e arte em revistas, catálogos e livros colectivos. Publicou dois livros de ensaios: O Acento Agudo do Presente (2000) e O Demónio das Imagens - Sobre Aby Warburg (2018).

 
  Elisa Santos
Elisa Santos

Elisa Santos (n. 1968) natural do Porto.
Licenciada em Antropologia tem um percurso profissional multifacetado passando pela cooperação internacional, gestão de projetos e produção de espetáculos e exposições.
Entre 2003 e 2012 trabalhou com diversas ONG em Angola e Moçambique, em projetos de desenvolvimento local e da saúde. Com a Fundação Calouste Gulbenkian (2012/16) concebeu e coordenou o projeto Mais Valia – Voluntariado Internacional para maiores de 55.
Foi fundadora da Fábrica de Movimentos integrando a produção das primeiras edições do Festival da Fábrica – Festival Internacional de Dança Contemporânea do Porto.
No âmbito da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura foi produtora do Ciclo de Conferências “O Futuro do Futuro“ comissariado por Paulo Cunha e Silva. Em 2002 foi diretora de Produção do Teatro Municipal do Campo Alegre.
Entre 2010 e 2012 coordenou e produziu as 3 edições das exposições de arte contemporânea “Ocupações Temporárias“ apresentadas em Maputo, Mindelo e Lisboa, esta última no âmbito do programa Próximo Futuro da Gulbenkian, onde também produziu a exposição Present Tense.
Em 2019 foi produtora executiva do espetáculo “Oleanna“ de Ricardo Pais e do espetáculo “Muiças“, coreografia de Tânia Carvalho para o projeto Aza Companhia, com estreia no Festival DDD 2019.
Colabora, desde 2018, com a Palmilha Dentada.
 
  Filipe Caldeira
Filipe Caldeira

Filipe Caldeira nasce em 1982 em Vila do Conde, inicia de forma autodidata o seu percurso artístico no ano 2000.Inicia o percurso ligado ao Circo, mais precisamente a manipulação de objetos.Nos anos seguintes começa a colaborar com artistas de diferentes áreas, som, dança, teatro físico, artes plásticas.Tem tido um foco nos últimos anos na criação de obras para serviços educativos a par de outras criações e colaborações.É artista residente da Circular Associação Cultural.
 
  Joana Gama, Vítor Rua
Joana Gama, Vítor Rua

Joana Gama (Braga, 1983) é uma pianista portuguesa que se desdobra em múltiplos projetos, quer a solo, quer em colaborações, nas áreas do cinema, da dança, do teatro, da fotografia e da música. Em 2017 defendeu a tese de doutoramento “Estudos Interpretativos sobre música portuguesa contemporânea para piano: o caso particular da música evocativa de elementos culturais portugueses” na Universidade de Évora, como bolseira da FCT. Como pianista e performer, nos últimos anos, Joana tem estado envolvida em projectos que associam a música às áreas da dança, teatro, cinema ou fotografia, trabalhando com Tania Carvalho, Victor Hugo Pontes ou Manuel Mozos. Desde 2013, tem um duo de piano electrónica com Luís Fernandes, com quem editou QUEST (2014), HARMONIES (2016, com Ricardo Jacinto), at the still point of the turning world (2018, com Orquestra de Guimarães). Em Abril de 2019 estrearam, no Teatro Municipal do Porto, uma nova colaboração, desta vez com o Drumming GP. Em 2016, com o apoio da Antena 2, Joana Gama dedicou-se a SATIE.150 - Uma celebração em forma de guarda-chuva, que assinalou, em Portugal, os 150 anos do nascimento do compositor francês Erik Satie. A solo lançou os discos SATIE.150 e NOCTURNO (2017) e, mais recentemente TRAVELS IN MY HOMELAND (Maio, 2019) com a chancela Grand Piano Records - grupo Naxos.

Vítor Rua, nascido em 1961, é um nome exponencial da música e da arte portuguesa contemporâneas.
Em 1980, forma o Grupo Novo Rock (GNR) e em 1982, cria os TELECTU juntamente com Jorge Lima Barreto, tendo actuado por todo o mundo e gravado com Elliott Sharp, Louís Sclavis, Daniel Kientzy, Evan Parker, Sunny Murray, Gerry Hemingway, Giancarlo Schiaffini, Paul Rutherford, e.a.
Com intensa actividade, projectou diversas situações para multimedia, performarte, teatro, dança, poesia, vídeo, cinema, com algumas das mais prestigiantes figuras da interarte. Guitarrista e polinstrumentista; produtor, designer, pintor, pedagogo, videasta, poliartista. Desde 1987 num voluntarioso acto de autodidaxia considerou decisivamente o trabalho de compositor e neste contexto evoluiu de forma meteórica.
A sua obra reflecte um recorte pósmoderno, preliminar, variegado, recusa empirista da confinação cultural, nas fronteiras estilísticas e idioletais do experimentalismo.
Numa actividade diversificada como compositor desvinculado do estereótipo académico, procura outras situações texturais, investiga inovações timbricas e rítmicas, inventa estruturas inéditas, numa atitude solitária, lírica e livre.
 
  João dos Santos Martins
João dos Santos Martins

João dos Santos Martins é um artista que trabalha através da dança e coreografia em formatos vários que vão desde a criação de espectáculos, a exposições, edições e programação de eventos.

 
  João Pedro Azul, Bárbara Fonte, Telma João Santos
João Pedro Azul, Bárbara Fonte, Telma João Santos

João Pedro Azul
Vila do Conde (1972); Criador e editor da revista Flanzine e coeditor da editora Flan de Tal, responsável pela obra conjunta: POEMANIFESTO — a partir de Cesariny; formado em Teatro — Interpretação (ESMAE), começou por se dedicar à escrita de cena, como complemento das suas encenações; em 2018, assinou a dramaturgia do espectáculo “(IN)CERTAIDADE” dirigido por Carlota Lagido e Dolores de Matos, para o FIAR; é um dos responsáveis pela dramaturgia da Queima do Judas de Vila do Conde; no âmbito da Flanzine, foi criador das perfomances "MURO" e "4EUROPE", com Telma João Santos, e “ÓDIO”, criada a solo para o REALIZAR:poesia 2017; publicou, em conjunto com o ilustrador João Concha, o Livro do Amo, em 2015 (Plano Nacional de Leitura); autor do projecto literário, em curso: Trabalho de Casa; pós-graduado em Gestão de Actividades Artísticas, Culturais e Educativas e frequentou o Mestrado Multimédia da UP, onde desenvolveu trabalhos de fotografia, cinema e documentário; escreveu com Alexandre Sá, em 2016, o argumento do filme VAZA; é membro fundador da Cabe Cave - Associação Cultural.

Bárbara Fonte (Braga, 1981)
Licenciou-se em Artes Plásticas – Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Realizou uma pós-graduação em Teoria e Prática do Desenho na mesma faculdade. Frequentou o mestrado de Ensino das Artes Visuais na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica em Braga. Foi docente de Desenho e de Artes Visuais no ensino secundário e no ensino superior. Desde 2014 que se dedica exclusivamente à produção artística. Considera-se o ano de 2004 como o começo do caminho artístico que se tem vindo a desenvolver até hoje. Este ocorre na área do desenho, abrangendo a fotografia, o vídeo, a performance e a instalação. Participou com textos e ilustrações em publicações de revistas e de livros. Foi convidada para participar em congressos, palestras e conversas sobre arte. Expôs em parceria ou individualmente em diversos espaços desde 2001. Destacam-se as seguintes exposições individuais: M (de manifesto), Galeria da Universidade do Minho (Museu Nogueira da Silva), Braga, 2018; Fluxo de Intervalos, Câmara Municipal de São João da Madeira (Paços do Concelho), 2016; Reversibilidade, Fundação Júlio Resende (Lugar do Desenho), 2015.

Telma João Santos é doutorada em Matemática (2011) e em Artes Performativas (2016), ensinou 17 anos no departamento de Matemática e há 3 anos também no departamento de Artes Cénicas na Universidade de Évora, onde se encontra agora afeta. Faz investigação nos cruzamentos entre investigação científica e criação artística, com publicações em revistas como Performance Research, Liminalities, Leonardo, entre outras. Fez formação na Companhia de Dança Contemporânea de Évora, na Escola Superior de Dança, tendo também participado em vários workshops com Guillermo Gomez-Pena & Roberto Sifuentes (La Pocha Nostra), Nicole Peisl & Alva Noe (Forsythe Company), Elisabeth Corbett, Vera Mantero, João Fiadeiro, Sofia Dias & Vítor Roriz, Peter Michael Dietz, entre muitos outros. Como performer, desenvolve performances desde 2006, a solo e em colaboração com artistas como Frederico Dinis, Márcio Pereira, Bruno Cadinha, Sal, Bárbara Fonseca, entre outros. Documentou e documenta bailarinos/performers ao longo das suas criações artísticas, como Flávio Rodrigues, Bruno Senune, Sérgio Diogo Matias, Joana Castro, Bruna Carvalho, onde produz textos artísticos formais, performativos e académicos. www.telmajoaosantos.net.
 
  Katerina Andreou
Katerina Andreou

Nascida em Atenas em 1982, a artista está radicada em França onde desenvolve dança, música e coreografia.
Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Atenas e na Escola Pública de Dança de Atenas. Como bolsista da fundação grega K. Pratsika frequentou o programa ESSAIS no Centro Nacional de Dança Centemporânea em Angers em 2011, sob a direção de Emmanuelle Huyhn, e hoje possui mestrado em pesquisa e coreografia da Universidade de Paris 8. Foi Bolsista da DanceWEB no Festival ImPulsTanz, em Viena, em 2015. Como intérprete, colaborou com DD Dorvillier, Lenio Kaklea, Bryan Campbell, Dinis Machado, Emmanuelle Huynh e Ana Rita Teodoro, entre outros.
No seu próprio trabalho, procura desenvolver estados de presença destrinçando-os de uma negociação constante entre tarefas contrastadas, ficções e universos, muitas vezes questionando a relação com ideias como autoridade e autonomia, comunicação e censura.  É frequentemente responsável pela composição musical das suas próprias peças.
Foi-lhe atribuído o prémio de coreografia Prix Jardin d'Europe, no Festival ImPulsTanz em 2016 pela peça de dança solo "A Kind of Fierce" ["Uma Espécie de Feroz"].
É uma "artista panorama" da rede Departures and Arrivals (DNA).

 
  Luísa Marinho Saraiva, Carlos Azeredo Mesquita, Frances Chiaverini
Luísa Marinho Saraiva, Carlos Azeredo Mesquita, Frances Chiaverini

Luísa Marinho Saraiva nasceu em 1987 no Porto. Em 2010 concluiu o Mestrado em Psicologia na Universidade do Porto. Desde então, tem trabalhado como colaboradora independente no Centro de Investigação em Psicologia na mesma universidade. Ainda em 2010, Luísa foi bolseira do programa INOV- Art na Porto Alegre Cia de Dança (Porto Alegre, Brasil) e na Mark Sieczkarek Company (Wuppertal, Alemanha). Em 2015 terminou a Licenciatura em Dança na Universidade de Artes Folkwang em Essen, na Alemanha. Como intérprete trabalhou com artistas como Alexandra Pirici, Ben J. Riepe, Catarina Miranda, Jonathan Saldanha, Susanne Linke e Jorge Puerta Armenta. Em 2016, uma versão em processo da peça HOCHWASSER (versão de 10 minutos) foi seleccionada para a competição Danse Élargie, promovida pelo Théâtre de la Ville, Paris, Musée de la Danse, Rénnes e pelo LG Arts Center, Seúl. A versão full-evening estreou em 2018, co-produzida pela tanzhaus nrw Düsseldorf e o Festival DDD. Em 2017, Luísa Saraiva foi bolseira do Programa de Financiamento Individual para o Desenvolvimento Artístico (IKF) do Ministério da Cultura do Nordrhein-Westfalen (Mfkjks NRW). No âmbito da bolsa desenvolveu a peça A CONCERT em colaboração com a artista Lea Letzel. Durante a temporada 2019/2020, Luísa Saraiva é coreógrafa residente do programa K3 em Hamburgo.

Carlos Azeredo Mesquita (Porto, 1988; vive no Porto) é artista plástico e designer gráfico. Em 2011 terminou a sua licenciatura em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, e entre 2009 e 2011 frequentou a licenciatura em fotografia na Universidade das Artes Moholy-Nagy, Budapeste, Hungria. Em 2012 foi bolseiro do programa INOV-Art, tendo trabalhado com Neville Brody no seu estúdio de design de Berlim. Recebeu o Prémio BES Revelação, e o Startpoint Prize (República Checa). Foi artista em residência da Trinenal de Arquitectura de Lisboa ‘13 e da Galeria Panal 361, em Buenos Aires. De entre as exposições colectivas em que participou conta-se “Quote/Unquote”, no MAAT em Lisboa e na Galeria Municipal do Porto; “Prémio BES Revelação” no Museu de Serralves, Porto e na Galeria BES Arte e Finança, em Lisboa; “PhotoIreland” em Dublin, “The Urban Imaginarium” na Untitled Gallery@Marwen em Chicago; e “StartPoint Prize“ na Wannieck Gallery em Brno. Das exposições individuais destacam-se vários momentos de “Detailed Close-ups of far-off scenes” na Galeria Vitrine em Weimar, na Kubik Gallery no Porto, n’A Ilha em Lisboa, na Galeria Panal 361 em Buenos Aires, e “The Radiant City” na Faur Zsófi Gallery em Budapeste. O seu trabalho faz parte de coleções publicas e privadas tanto em Portugal como no estrangeiro. O seu primeiro espectáculo, “Diet Plan for the Western Man”, em colaboração com Luísa Saraiva, teve estreia em Agosto de 2018 no KW Berlin, como parte do programa público da Bienal de Berlim, e estreou em Portugal no Teatro Rivoli, no Porto, em Abril de 2019.

Frances Chiaverini nasceu em Pittsburgh, Pennsylvania e desenvolve o seu trabalho no campo das artes performativas como intérprete e professora, e faz parte integrante do colectivo HOOD, actualmente associado ao centro coreográfico PACT Zollverein. O seu trabalho aborda tópicos como a valorização e a definição do feminino e a dimensão formal de diferentes estéticas da dança através da performance e do cinema. Frances Chiaverini frequentou a Pittsburg Ballet Theatre School e concluiu a licenciatura em dança da Juilliard School New York (2003). Em 2017, fundou a plataforma Whistle While You Work, sobre situações de assédio e discriminação sexual em contextos de trabalho na dança e nas artes performativas. Em 2014, realizou a curadoria de uma série de residências intitulada Best of America Loves, de que resultou um conjunto de eventos de performance baseada em improvisação em Dresden. Em 2013 foi capa da Dance Magazine e parte do top “25 to Watch”. No mesmo ano integrou a Forsythe Company, em que permaneceu até à sua extinção. Desde então tem trabalhado com Adam Linder nos EUA e no Reino Unido, e como assistente coreográfica de Anne Imhof para trabalhos no MoMa PS. 1, Pompidou, Hamburger Bahnhof, Berlin, Art Basel e La Biennale de Montréal. In 2017, co-criou uma série de performances Best of Horror Loves com Katja Cheraneva apoiada pelo The City of Frankfurt Cultural Funding Grant. Frances dirige regularmente workshops de improvisação e composição internacionalmente, em locais como o Goethe Institute Mexico, a Bienal de Veneza, Pact Zollverein e a Academia de Belas-Artes de Munique.
 
  Nora Chipaumire, Shamar Wayne Watt
Nora Chipaumire, Shamar Wayne Watt

Nora Chipaumire
Nascida em Mutare, Zimbabwe e sediada em Nova York, Nora Chipaumire tem desafiado e adoptado estereótipos associados a África, o negro no corpo, na arte e na estética performativas, desde que começou a conceber danças em 1998. Chipaumire actualmente está em digressão com o espetáculo #PUNK 100% POP * NIGGA (leia-se hashtag punk, cem por cento pop, star nigga), um álbum de performance ao vivo dividido em três partes que teve sua estreia mundial no The Kitchen em Nova York em Outubro de 2018. O seu trabalho actual em curso inclui um projecto de livro digital - nhaka – que consiste numa teoria, tecnologia, prática e processo para o seu trabalho artístico. O seu próximo trabalho será uma ópera intitulada "Nehanda" (2020).
Chipaumire recebeu uma bolsa da Fundação Guggenheim em 2018 e venceu por três vezes o Prémio Bessie.

Shamar Wayne Watt
Shamar Watt é um artista nascido em Kingston, Jamaica, mas que cresceu entre a Jamaica e Miami, no estado norte-americano da Florida. Ele graduou-se em Técnico Superior Profissional em Psicologia, tendo-se formado na Universidade do Estado da Florida com um bacharelato em Dança e com Minor em Psicologia. A motivação de Shamar como artista é o objetivo, a dedicação e a declaração para a emancipação e libertação de todo o ser – mente, corpo e alma para si mesmo em primeiro lugar, para as outras pessoas e para a humanidade.
Shamar investiga, cria e interpreta com Nora Chipaumire desde 2014. O seu trabalho como coreógrafo foi apresentado no estúdio Gibney, no espaço JACK (ambos em Nova Iorque) e no Miami Light Project. Shamar Watt foi nomeado para o prémio Bessie em 2018.

 
  Nuno Lucas, Geoffrey Carey, Frédéric Danos
Nuno Lucas, Geoffrey Carey, Frédéric Danos

Nuno Lucas
Nasceu em Portugal, 1980. Actualmente vive entre Lisboa e Seoul. Trabalha como coreógrafo, performer e professor. Começou a revelar aptidão para a comédia aos cinco anos. Estudou no conservatório de música (guitarra e voz). Estreou-se como intérprete com o coreógrafo Miguel Pereira no Teatro Nacional D. Maria II em 2001. Em 2003 é convidado por João Fiadeiro para conceber os seus primeiros esboços coreográficos no LAB10.  A solo criou "I Could Write a Song" (2015). Em colaboração criou com: Hermann Heisig “Pongo Land” (2008), “What comes up, must go up” (2009) e “Schwerkraft leicht gemacht” (2019) ; com Márcia Lança "Trompe le Monde" (2010) e "Por esse Mundo Fora" (2016); com Pieter Ampe, Gui Garrido & Hermann Heisig "a coming community" (2012). Apresentou o seu trabalho em Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Holanda, Suíça, Estónia, Suécia, Noruega, Finlândia, Roménia, Espanha, República Checa, Argentina e na Coreia do Sul. Como intérprete trabalhou com: Miguel Pereira, Joris Lacoste- Encyclopédie de la Parole, Ivana Müller, Mário Afonso, Lígia Soares, Rita Natálio, Jean Paul Bucchieri, Monica Gomis, Nir de Volff, Rita Nunes, João Fiadeiro e Jorge Andrade-Mala Voadora. Na sua formação foram determinantes os cursos de Pesquisa e Criação Coreográfica no Fórum Dança e ex.e.r.ce no CCN.Montpellier, sob a direcção de Mathilde Monnier e Xavier le Roy, onde foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
É artista associado do O RUMO DO FUMO. Ensina regularmente composição/performance em vários países, tanto para adultos como para crianças.
 
Geoffrey Carey
Actor. Nascido nos Estados Unidos, começa a sua carreira de cinema na Europa com "L'Hôtel de la plage" de Michel Lang (1978), "Le Territoire" (1981) de Raúl Ruiz e "L'État des choses" (1982) de Wim Wenders, a que se seguiram filmes como "Le Grand Bleu" (1988) de Luc-Besson, "Trois places pour le 26" (1988) de Jacques Demy, "Lune de fiel" (1992) de Roman Polanski, "Eiffel Tower Trilogy: Height, Weight & Gravity" (1997) de Pan Nalin, "Rois et reine" (2004) de Arnaud Desplechin, "The Woman in the Fifth" (2011) de Ethan Hawke e "Holy Motors" (2012) de Leos Carax. Em teatro trabalha como intérprete para Claude Régy, Luc Bondy, Bruno Meyssat, Stanislas Nordey, Thomas Jolly, Ludovic Lagarde, Hubert Colas e Joris Lacoste.

Frédéric Danos
Nascido em 1959, Frédéric Danos é membro do trio sonoro Jeune Fille Orrible e do projeto Encyclopédie de la Parole. Interessa-se por biografia familiar, comida caseira, improvisação. Publica artigos em revistas.
Nos últimos anos destaca:"Berceau miraculeux du chasseur-cueilleur", uma instalação com Olivier Peyricot; "Philippe", onde filmou entrevistas para uma biografia da família; "J'ai mis 9 ans à ne pas terminer", um documentário de longa duração com sessões privadas online e por telefone (www.9ans.com); "I could write a song" co-escrita e dramaturgia com Nuno Lucas.

 
  Sensible Soccers
Sensible Soccers

Os Sensible Soccers editaram o seu primeiro EP em 2011, ano em que também se estrearam nas actuações ao vivo. Desde então, a banda deu inúmeros concertos que os levou a palcos de todos os tipos, desde clubes, auditórios e associações culturais a eventos de projecção internacional, como o Primavera Club, Festival Paredes de Coura, Boom Festival, Vodafone Mexefest ou a primeira edição portuguesa do Boiler Room, tendo conquistado um público variado em número sempre crescente.
Além do primeiro EP, editaram também “Fornelo Tapes Vol.1”, o single “Sofrendo Por Você” e em 2014 lançaram o primeiro longa-duração, intitulado “8”, que foi unanimemente considerado pela imprensa nacional como um dos melhores discos editados nesse ano.
Seguiram-se 14 meses de concertos de apresentação do novo trabalho, maioritariamente em Portugal, mas incluindo, também, passagens por Espanha e França. Terminado o período natural de apresentação do álbum “8”, os Sensible Soccers foram convidados pelo Teatro Maria Matos, GNRation e Curtas de Vila do Conde a criarem um espectáculo composto por temas inéditos e por uma vertente visual, a cargo da artista Laetitia Morais. O espectáculo original, chamado “Paulo”, teve três apresentações únicas e irrepetíveis, precisamente no Maria Matos, GNRation e Vila do Conde. Após este período, a banda entrou em estúdio e começou a preparar o próximo disco, intitulado “Villa Soledade”, que foi editado em Março de 2016.
Em 2019, os Sensible Soccers regressam às edições, com o lançamento de um novo álbum, “Aurora”, o terceiro longa-duração da sua carreira, produzido por B Fachada.
A sonoridade dos Sensible Soccers não é fácil de compartimentar, uma vez que abordam estéticas muito variadas em diferentes temas. Sem esconderem o gosto pelas melodias pop, na construção dos seus temas fogem ao formato tradicional de canção, optando maioritariamente por estruturas e arranjos em progressão. Nos espectáculos ao vivo a sua música ganha uma energia extra, que a torna surpreendente até para o público que melhor conhece o trabalho da banda.