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Circular Festival

Newsletter #184

 


© design: João Alves Marrucho
Questões Práticas: desaprender continuamente
Ciclo de encontros, conversas e performances


15 de Junho (sáb),15:00-18:00, Centro de Memória de Vila do Conde

Joana Gorjão Henriques [Jornalista]
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Fernanda Eugenio [Antropóloga] e Ana Dinger [Artista Plástica]
“Do Irreparável: o que pode uma ética de reparação?” – sessão de partilha

Acesso gratuito mediante inscrição prévia através de envio de e-mail para info@circularfestival.com com a indicação “Questões Práticas 03 | inscrição” no assunto (não é necessária experiência artística para participar).

Informações: info@circularfestival.com | 967490471


I Parte:

Joana Gorjão Henriques
Como se reporta questões de discriminação em Portugal? Uma análise das desigualdades em Portugal a partir de casos concretos e de como isso espelha o racismo estrutural na sociedade portuguesa. A importância de estarmos em posição de escuta para melhor retratar questões de direitos humanos.

II Parte:

Fernanda Eugenio e Ana Dinger
“Do Irreparável: o que pode uma ética de reparação?” – sessão de partilha
Desdobrado pela antropóloga Fernanda Eugenio desde o início dos anos 2000, o Modo Operativo AND consiste num estudo praticado das políticas da convivência, reunindo um conjunto de ferramentas para a investigação experiencial do acontecimento. Deslocando os modos de fazer etnográficos para um plano de manuseamento comum e colectivo - o cuidado e a performance ao vivo do encontro - o MO_AND articula-se como ética de reparagem e reparação. Para sustentar as diversas investigações, aplicações e colaborações em torno do MO_AND, foi criada a plataforma AND Lab I Centro de Investigação em Arte-Pensamento & Políticas de Convivência.
Nesta sessão, serão partilhadas ferramentas e conceitos que constituem o MO_AND, através de um dispositivo-jogo/circuito relacional, trazendo, nomeadamente, novas formulações desenvolvidas no âmbito do projecto, apoiado pela dgartes, “Do Irreparável: o que pode uma ética de reparação?”, que habita a questão-problema do Irreparável, nos (i)limites da ferramenta-conceito chave do Modo Operativo AND, o Reparar.
Esta sessão desafia xs presentes a experimentar (com) as suas noções do que pode ou não ser (ir)reparável, a posicionar-se situadamente em relação ao gesto da reparação e a reflectir sobre as dimensões afectivas, singulares e colectivas, mobilizadas ante a (ir)reparabilidade do mundo.

Questões Práticas: desaprender continuamente
O ciclo de encontros pretende dar a conhecer, com a ajuda de diversos convidados, práticas de investigação, escrita, performance, pensamento, transmissão e de acção colaborativa. Cada encontro funcionará como um exercício de activação do imaginário social, poético e político dos participantes e dos convidados, procurando intersecções entre práticas artísticas e não artísticas.

Coordenação Questões Práticas: desaprender continuamente:
Joclécio Azevedo

Iniciativa no âmbito do Programa Educativo da Circular Associação Cultural


Biografias:

Joana Gorjão Henriques
Jornalista no PÚBLICO desde final de 1999.  Integra a secção de Sociedade onde se foca em questões ligadas aos direitos humanos. É autora das séries Racismo em Português, sobre o racismo durante o sistema colonial, e Racismo à Portuguesa, retrato de desigualdades raciais em Portugal.

Fernanda Eugenio - Antropóloga, artista, investigadora e docente. Trabalha com pesquisa de campo, escrita, performance ampliada, proposições urbanas situadas e, sobretudo, com a construção de modos de fazer transversais para a composição relacional e para a criação por re-materialização - nomeadamente o Modo Operativo AND, metodologia que desenvolve há quinze anos e tem vindo a ser amplamente utilizada em diversas áreas. Desde 2011 dirige a plataforma AND_Lab | Arte-Pensamento e Políticas da Convivência - com sede em Lisboa e núcleos no Brasil (Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo) e Espanha (Madrid) - a partir da qual explora os entre-lugares emergentes de uma trajectória marcada por colaborações intensivas, deslocações e desvios, entre a pesquisa académica estrita e uma investigação singular dos usos artísticos e políticos da etnografia como ferramenta circunscritiva-performativa. É pós-doutora (2012) pelo ICS - Universidade de Lisboa; doutora (2006) e mestre (2002) em Antropologia Social (Museu Nacional, UFRJ) e formada em Dança pela Escola Angel Vianna. No Brasil, foi Pesquisadora Associada do CESAP/IUPERJ (2003-17) e Professora Adjunta de Ciências Sociais na PUC-Rio (2005-12). Nos últimos quinze anos tem actuado como professora convidada em diversos programas de formação em ciências sociais e humanas, artes e performance na Europa, EUA e América do Sul. As suas criações artísticas, colaborações e publicações circulam por Brasil, Chile, Argentina, Peru, Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia, Alemanha, Áustria, República Checa, Reino Unido, EUA e Vietname. É membro do Baldio | Estudos de Performance, com quem criou o primeiro Curso Experimental em Estudos de Performance em Portugal e da R.I.A. | Rede de Investigação Artística. www.and-lab.org

Ana Dinger - Licenciada em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (2008), frequentou os três primeiros anos da licenciatura na Faculdade de Belas-Artes do Porto. Desde cedo se sentiu desconfortável com categorias, oscilando entre teoria e prática e minando, aqui e ali, sempre que possível e com subtileza, os constrangimentos disciplinares. Frequentou o Ginasiano, o Balleteatro, o Centro de Dança do Porto, o Curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Forum Dança (Porto, 2003) e o primeiro ano do bacharelato da Escola Superior de Dança (Lisboa, 2003/2004). Completou pós-graduação em Arte Contemporânea, em 2011, na UCP (Universidade Católica Portuguesa). É na UCP que integra, actualmente, o programa de doutoramento em Estudos de Cultura (plataforma Lisbon Consortium), como investigadora afiliada ao CECC (Centro de Estudos em Comunicação e Cultura). Foi bolseira da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) entre Setembro de 2012 de Agosto de 2016. A sua tese investiga certos processos metonímicos, como a espectralidade (associada a uma determinada noção de hospitalidade), que contribuem para a construção de continuidade dos trabalhos artísticos ditos performativos. Articulando as suas questões com o Modo Operativo AND, que segue desde 2011, tem inaugurado outras possibilidades de relação que não se esgotam no ‘sobre’. Uma dessas possibilidades já materializada, além-tese, é uma série de conversas situadas e experimentais com Fernanda Eugenio (Metálogos), iniciada em 2015, que conta já com cinco edições. Investigadora associada ao AND Lab desde 2015, colabora intensivamente com Fernanda Eugenio no acompanhamento das oficinas e cursos, no desenho e na criação de dispositivos de partilha do MO_AND e na constituição da linha de pesquisa Metálogo e Co-operação.


Joclécio Aezevedo é Artista Residente da Circular Associação Cultural
Joclécio Azevedo is part of the project Artist in Residence - Circular Cultural Association


+ info
www.circularfestival.com

 

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