Microcidades

Microcidades constitui-se através de uma programação anual que interroga a relação do corpo com o espaço e da cidade com os seus habitantes, partindo do complexo tecido de realidades humanas e materiais que compõem o espaço urbano e das suas fricções, vulnerabilidades e especificidades. O projecto integra intervenções práticas de artistas, arquitectos, sociólogos, museólogos e outros profissionais cuja actividade de alguma forma intersecta o imaginário da cidade. Em 2023 os artistas convidados serão Rita Castro Neves (fotógrafa e curadora) e Daniel Moreira (arquitecto e artista plástico). Com percursos artísticos independentes trabalham em colaboração desde 2015. Utilizam diferentes técnicas e materiais no seu trabalho, desenho, instalação, fotografia, vídeo e, mais recentemente, a performance. O interesse pela representação da paisagem tem sido o ponto em comum entre os dois criadores, estando na base de uma série de viagens e residências onde exploram diferentes territórios e práticas materiais na construção de objectos artísticos ou dispositivos de exposição para o seu próprio trabalho ou para trabalhos de artistas convidados nos seus projectos curatoriais.

O projecto Microcidades tem curadoria de Joclécio Azevedo.



Exposição Holofáutico
de Daniel Moreira e Rita Castro Neves

Inauguração: 30 Nov (Sáb) 15:30
Centro de Memória de Vila do Conde
 
Entrada livre

 
Holofáutico é a palavra construída pelos artistas Daniel Moreira e Rita Castro Neves para evocar a acção de apontar a luz sobre o mundo náutico - um foco sobre a realidade muito especial das técnicas de construção naval praticadas em Vila do Conde. A exposição de arte contemporânea que inaugura sábado a 30 de Novembro no Centro de Memória é o culminar de um processo de residência artística nos Estaleiros Navais de Vila do Conde, a convite da Circular, no contexto do projecto Microcidades, com curadoria de Joclécio Azevedo.
 
As visitas dos artistas aos Estaleiros iniciaram em Janeiro de 2023, tendo resultado numa performance a 22 de Julho de 2023 e depois, a 19 e 20 de Setembro de 2024, no Circular Festival de Artes Performativas. O percurso performativo pelos Estaleiros de Azurara, conduzia o público por este lugar fora de água, de barcos em terra, enquanto reflexo do que foi a experiência de aprendizagem sobre as histórias e as técnicas da construção naval nortenha, a partir do conhecimento local da realidade dos Estaleiros de Vila do Conde.
 
Fruto de um processo de residência artística nos Estaleiros Navais de Vila do Conde, "Holofáutico" resulta de um trabalho artístico desenvolvido em interação e em proximidade com os construtores navais, trabalhadores, operadores, armadores e pescadores, e nas aprendizagens com o desenhador naval e professor António José Carmo, na Sala do Risco e no Centro de Artes Náuticas de Vila do Conde.
 
Agora, no Centro de Memória, a instalação materializa com simplicidade de meios e imersividade, a ideia de construção, reparação, acumulação e memória. Materiais colectados nos estaleiros acumulam-se em novas imagens, para a criação de um lugar que evoca vidas, saberes e a flutuação do meio.

Exposição:
30 Nov 2024 - 23 Fev 2025
Centro de Memória
de Vila do Conde




Holofáutico de Daniel Moreira e Rita Castro Neves
22 Jul. (Sáb.) 21:30,
Estaleiros Navais de Vila do Conde

Holofáutico é a palavra construída pelos artistas na sequência da residência que realizaram no Estaleiro Naval de Vila do Conde, a convite da Circular, para realizarem o primeiro trabalho do projeto Microcidades, com curadoria de Joclécio Azevedo.
A dupla de artistas Daniel Moreira e Rita Castro Neves, propõe um percurso performativo por este lugar fora de água, de barcos em terra, enquanto reflexo do que foi a sua experiência de aprendizagem sobre as histórias e as técnicas da construção naval. Impressionante espaço de confluência de imagens e pessoas, é por entre embarcações novas e antigas, em processo de construção ou reparação, que nos deixamos navegar por este importante centro aglutinador das atividades piscatórias e da memória coletiva da região.
Pérola do Mar, Virgem Santíssima, Francisco Zé, Sorriso da Vida, Mestre Fernando Lé, Astro do Mar, Avó Cacheira, povoam o estaleiro em profusão de cores e signos. Aqui, pequenas ações acompanham um percurso que se inicia com a noite, para deitar uma luz sobre o universo náutico.

Daniel Moreira e Rita Castro Neves vivem e trabalham entre o Porto e a Beira Alta. Daniel Moreira é licenciado em Arquitectura, iniciando em 2000 um percurso multidisciplinar entre a arquitectura e as artes plásticas. Rita Castro Neves, após terminar o Curso Avançado de Fotografia do Ar.Co em Lisboa e o Master in Fine Art da Slade School of Fine Art de Londres, inicia uma atividade artística regular, de docência (Fac. Belas Artes do Porto) e de curadoria.
Com percursos artísticos separados, começam a trabalhar em colaboração com Laking, em 2015 e a convite do espaço artístico finlandês Oksasenkatu 11, iniciando um projeto longo a propósito da representação da paisagem, em que refletem com o desenho, a fotografia, o som e o vídeo, de forma instalada, sobre colaboração artística, diferentes técnicas e culturas artísticas, território, escala e percurso. Desde então realizam diversas exposições individuais e coletivas, bem como residências artísticas e publicações.
Em 2020 terminam o projeto de recuperação da Escola de Macieira, uma antiga escola primária do Plano dos Centenários na Serra de São Macário, na Beira Alta, para aí iniciarem um projeto de reflexão sobre cultura serrana, a natureza e o rural, e logo pela ecologia, a biopolítica e a preservação ambiental.
No seu estúdio no Porto desenvolvem desde 2021 o projeto de arte postal Caixa de Correio.
Em 2022 publicaram o livro Arquivos de Bouça Fria com a editora Museu da Paisagem.

Apoio: Docapesca - Portos e Lotas, S.A.