F.E.R.A. - FEIRA DE EDIÇÕES REALIZADAS POR ARTISTAS + Performances
Edições
Casa Antero de Quental26 Set. (Sáb.) | Entrada livre
Feira: 15:00 - 19:00
Performances:
16:00-16:30: Fuga Para o Tempo Presente – O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade
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16:45-17:15: Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 (apresentação do livro) com Aliu Baio e Raquel André
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17:30-18:00: Páginas não encontradas de Joclécio Azevedo com Antón Yanguas
Feira: 15:00 - 19:00
Performances:
16:00-16:30: Fuga Para o Tempo Presente – O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade
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16:45-17:15: Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 (apresentação do livro) com Aliu Baio e Raquel André
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17:30-18:00: Páginas não encontradas de Joclécio Azevedo com Antón Yanguas
Conversa realizada no âmbito do projeto Protótipos de Encontros, com curadoria de Joclécio Azevedo
F.E.R.A. - FEIRA DE EDIÇÕES REALIZADAS POR ARTISTAS, reúne publicações associadas às artes performativas, apresentando o trabalho de artistas que fazem do registo e da tradução gráfica das suas práticas e vivências artísticas um meio de produção e partilha de pensamento. Aprofundando as possíveis relações entre arquivo e performatividade, esta edição contemplará a apresentação de um conjunto de performances, concebidas a partir das suas publicações.
A F.E.R.A. - FEIRA DE EDIÇÕES REALIZADAS POR ARTISTAS reúne e apresenta um conjunto de edições associadas às artes performativas, de artistas que fazem do registo e da tradução gráfica das suas práticas e vivências artísticas, um meio de produção e partilha de pensamento. Existe uma enorme diversidade de formatos de publicações que refletem a importância destes processos e experiências na trajetória de artistas e colectivos, sendo uma actividade que, cada vez mais, se inscreve e se actualiza na história da comunidade artística, permitindo que esta se construa, exista e permaneça. Um património plural, feito da diversidade de entendimentos, metodologias e traduções do fazer artístico, partilhado e apresentado pelos próprios autores.
Nesta quinta edição da F.E.R.A., serão apresentadas as performances Fuga Para o Tempo Presente – O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos, de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade, Páginas não encontradas, de Joclécio Azevedo e Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 (apresentação do livro), de Aliu Baio e Raquel André, aprofundando as possíveis relações entre arquivo e performatividade.
instagram.com/apneia_colectiva
apneiacolectiva.com/publicacoes-fera
Direção artística: Apneia Colectiva | Curadoria e coordenação: Ana Trincão e Elizabete Francisca | Apoio à organização e montagem: Ana Trincão, Andresa Soares e Elizabete Francisca | Performances de: Aliu Baio e Raquel André, Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade, Joclécio Azevedo | Artistas/Obras de: A. Totta, F. Machado | Alcides Monteiro, Ana Bártolo, Ana Gil, Ana Leonor Santos, Andreia Garcia, Diogo Martins, Eunice Ribeiro, Hugo Cruz, Isabel Silva, Luís Madeira, Marco Roque de Freitas, Manuel Bogalheiro, Maria Remédio, Maria Sequeira Mendes, Nuno Leão, Óscar Silva, Regina Guimarães, Rui Dias Monteiro, Saguenail, Valter Vinagre, Vítor Ferreira (Terceira Pessoa) | Alexandre Pieroni Calado, João Ferro Martins, José Miranda Justo (Artes e Engenhos) | Alexandre Sampaio | Alfredo Martins, Anabela Almeida, Sara Duarte (Teatro meia volta e à esquerda quando eu disser) | Alice Chauchat | Alix Eynaudi | Alma Quintana, Esthel Vogrig, Nadia Lartigue | Ana Bigotte Vieira, Ana Dinger, Carlos Manuel Oliveira | João dos Santos Martins, Ritó Natálio (Parasita) | Ana Borralho & João Galante | Ana Pais | Ana Rita Teodoro, Joana Levi | Ana Trincão, Andresa Soares, Carlota Lagido, Elizabete Francisca, Julia Salem, Tiago Gandra (Apneia Colectiva) | André Barata, André e. Teodósio, José Maria Vieira Mendes, Santos Gonçalves, Sousa Bastos, Carmen de Brito, Daniel Tércio, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Sara & André, Sara Mealha, Paulo Pascoal, Pedro Penim, João Pedro Vale, Suely Rolnik (Teatro Praga) | André Guedes, Miguel Loureiro | Filipe Pinto | André Lepecki | André Tecedeiro | António Pedro Lopes, Cláudia Dias | Arte Total | Aurora Aurora | Bernardo Chatillon | Bruno Humberto | Catarina Dias | Cem Palcos | Colectivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais, Dani d’Emilia, Vanessa Andreotti | Circular | Companhia Cepa Torta | Cyriaque Villemaux | Chris Thorpe, Joana Marques e José Soeiro | Dally Schwartz & Marcus Aganju | Daniel Pizamiglio, Miguel Oliva Teles | David Marques | Diana Niepce | Mariana Amorim, Aires Torres (Esquiva Companhia de Dança) | Eugénia Vilela, Né Barros (Balleteatro) | Fernanda Eugénio (AND Lab) | Flávio Rodrigues | Frame Colectivo, Celestial Bodies, Paula Diogo (Má-Criação) | Francisco Camacho (Eira) | Hugo Calhim Cristóvão & Joana Von Mayer Trindade | Inês Barahona, Madalena Victorino, Rita Batista | Inês Moreira, Joclécio Azevedo | Isabel Galvão, João Pedro Gomes, Laura dos Campos, Sérgio Pelágio, Grupo 23: silêncio!, Máximo Francisco (Real Pelágio) | Joana Franco | Joana Sá | João Fiadeiro | Josefa Searle | Julia Salaroli, Sezen Tonguz | Lígia Soares | Linha de Fuga e Apneia Colectiva, Catarina Vieira, Romain Beltrão Teule, Mariana Ferreira, Los 3 Cerditos, Paloma Calle, Mário Afonso, Paulina Oña, Tika Michel | Luisa Fidalgo | Lysandra Domingos, Mariana Lemos, Margarida Agostinho, Sofia Neuparth (c.e.m - centro em movimento) | Mafalda Miranda Jacinto | Margarida Cabral | Mariana Tengner Barros, Raquel Castro | Marta Cerqueira, Marta Ramos, Simão Costa | Miguel Bonneville | Miguel Pedro | Paula Caspão | Patrícia Almeida | Plataforma 285 | Pedro Pinto | Penhasco – Arte Cooperativa | Petra.Petra | Povo Fulni–ô, Povo Huni Kuin, Povo Pataxó, Povo Pitaguary, Povo Tremembé da Barra do Mundaú | Raquel André | Raquel Lima | Rita Vilhena | Rogério Nuno Costa | Rui Eduardo Paes | Sara Anjo | Sara Vaz & Marco Balesteros | Sofia Dias & Vítor Roriz | Sónia Baptista | Susana Guardado | Susana Paiva | Teresa Silva | Vânia Rovisco | Yael Karavan | Comunicação e design: Mafalda M. Jacinto | Gestão administrativa e financeira e direcção de produção: Lysandra Domingues | Produção executiva: Apneia Colectiva | Créditos imagem desenho de Penélope Levi “Estrela POP", com arranjo gráfico de Elizabete Francisca | Apoios: Circular Festival de Artes Performativas, REDE - Associação para a Dança Contemporânea e Penhasco Arte Cooperativa | Projeto financiado por República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto/Direção Geral das Artes.
Este projecto foi implementado no âmbito do programa “ Protótipos de encontro”, com curadoria de Joclécio Azevedo
A Apneia Colectiva é uma associação cultural sediada em Lisboa e fundada em 2019, actualmente constituída por Ana Trincão, Andresa Soares, Elizabete Francisca, Joana Levi, Julia Salem e Tiago Gandra. Este colectivo procura um modelo cooperativista de produção e gestão de práticas artísticas e actividades conexas que venha assegurar um futuro laboral sustentável e uma actividade mais continuada para as suas associadas, assente na partilha de recursos e na construção colectiva de sistemas de organização, investigação e criação artística.
Até à data a Apneia Colectiva desenvolveu projectos como O QUE PISAMOS (ciclo completo na Penha Sco e Procur.arte, reposições Festival Temps d’Images (Lisboa) e Festival Linha de Fuga (Coimbra), 2024); F.E.R.A.- Feira de Edições Realizadas por Artistas (Festival Interferências, Lisboa, 2023 e Festival Pedra Dura, Lagos, 2024); #EncontroZINE (Mata, Lisboa, 2022); Cadeia de Transmissão (Penha Sco, Lisboa, 2020 e Festival Paragem, Carvoeiro, 2021) e assim como residências artísticas para desenvolvimento de procedimentos colectivos, questionamento e reformulação de modelos de funcionamento associados à actividade artística e dos seus determinismos (CENTA, Tojeira, 2019 e ARS- Investigação e Desenvolvimento, Aldeia da Barroca, 2022). Estes projectos tiveram apoio da DGArtes, CMLisboa, Fundação GDA e Garantir Cultura.
PERFORMANCES
Fuga Para o Tempo Presente – O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos
de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade

© Leonel de Castro
“Fuga Para o Tempo Presente — O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos” explora a Dança como ethos e impermanência, vertigem no agora, presença frágil e metamorfose do momentâneo. A lâmina não corta o fogo, mas o fogo rasga tempos irrepetíveis. Dançar é experiência mítica de delírio e rigor ético, imprimindo o agora contra o desaparecer testemunhado pela geopolítica, agindo o horror e exigindo alteridade artística. Confronta Instante-Eternidade, Permanência-Impermanência, Ethos-Pathos-Logos, ocupando o instante para dar pertinência ao presente frágil, desfragmentando identidades."
— Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade
nuisiszoboo.com
Direção, Coreografia, Dramaturgia e Formação: Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade | Dança e Interpretação: Sara Miguelote | Desenho de Luz: Luís Silva, Luís Ribeiro e Bárbara Falcão | Figurinos: UN T | Cenografia: UN T & NuIsIs ZoBoP | Música: Liszt Études'exécution transcendante | Desenho de Som: João Oliveira & NuIsIs ZoBoP | Teoria e Filosofia: Hugo Calhim Cristóvão, Joana von Mayer Trindade, Celeste Natário, Carlos Pimenta, Cláudia Marisa, Cristina Aguiar, Ezequiel Santos, Rui Lopo, Mário Correia, Nuno Matos Duarte, Chris Page, Afonso Becerra, Armando Nascimento Rosa, Luís Ramos, Elter Manuel Carlos e Sofia Vilar Soares | Vídeo: Os Fredericos | Fotografia: Alípio Padilha, João Peixoto, Luís Ferreirinha e Leonel Castro | Produção: Cristina Aguiar & NuIsIs ZoBoP | Apoio: Festival Escenas do Cambio e Fábrica da Criatividade, Castelo Branco | Residências Artísticas: Centro de Criação e Investigação Nuisis Zobop | Parcerias: WoW Porto, Fundação Marques da Silva, Centro Português de Fotografia, Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Instituto de Sociologia da Universidade do Porto - FLUP, Escola do Superior de Educação do Porto, Escola Superior de Arte Dramática da Galiza, ESMAE-Escola Superior Música e Artes do Espetáculo do Porto, Universidade Lusófona do Porto, Forum Dança, Companhia Dançando com a Diferença, Junta de Freguesia do Bonfim e Casa Comum - Reitoria e Espaço Agra | A Nuisis Zobop é uma estrutura financiada por República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | DGartes / Direção-Geral das Artes
M/6 | Duração aprox.: 30 minutos
Hugo Calhim Cristóvão Coreógrafo, Encenador, Investigador e Docente. Doutorado em Filosofia (FLUP) e Mestre em Filosofia Contemporânea, com a tese “The Dionysian, Zos vel Thanatos, and the Zoetic Art – Sorcery of Austin Osman Spare”. É Licenciado em Filosofia. É Licenciado em Teatro - Ramos de Interpretação e Direção de Atores (ESMAE-IPP).
Joana von Mayer Trindade Coreógrafa, Bailarina e Docente. Mestre em Solo, Dance, Authorship – SODA, Universidade das Artes de Berlin UDK/HZT). Licenciada em Psicologia (Universidade Porto), conclui o Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Fórum Dança e o Curso Essais do CNDC d’Angers sob a direcção de Emmanuelle Huynh.
Juntos são cofundadores do grupo de pesquisa NuIsIs ZoBoP (2004) ecriadores de: “She Will Not Live”, “Abbadon”, “VELEDA”, “ZOS (She Will Not Live)”, “Meninas”, “Nameless Natures”, "O céu é apenas um disfarce azul do inferno", “Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre”, “Mysterium Coniunctionis”, “Dos Suicidados – O Vício de Humilhar a Imortalidade”, “Fecundação e Alívio neste Chão irredutível onde com Gozo me Insurjo”, “Portrait of a Dancer as Velvet”, “Onde Está O Relâmpago Que Vos Lamberá As Vossas Labaredas”, “Suores de Mel e a Morte não Terá Domínio” e “Fuga para o Tempo Presente — O Leve Poder da Lua apenas Queima os Olhos”.
Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 (apresentação do livro)
com Aliu Baio e Raquel André

© Raquel Luiz
O livro Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 surge da vontade de publicar o texto do espetáculo homónimo, mas acima de tudo publicá-lo em braile e em tinta, juntamente no mesmo objeto. Com prefácios de Bernardo de Almeida e Raquel André, design de Pedro Ponciano e revisão em colaboração com Gisela Casimiro. Este livro é também uma experiência. Um livro-experiência, um livro-objeto. Cada pessoa que aceder a este poderá seguir as palavras do espetáculo enquanto visita algumas imagens do mesmo. A apresentação deste livro é também uma experiência sonora e um mergulho no livro pelas narrativas de Aliu Baio, protagonista do mesmo.
raquelandre.com
instagram.com/racaandre
instagram.com/blind__drummer
Apresentação do Livro: Aliu Baio e Raquel André / Livro | Edição e Criação: Raquel André | Prefácio: Raquel André e Bernardo de Almeida | Haikus e Legendas Música: Gisela Casimiro | Revisão: Bernardo de Almeida, Gisela Casimiro e Raquel André | Imagens: Francisco Fidalgo | Bateria e Música ‘Alma Negra’: Aliu Baio | Design: Pedro Ponciano | Gestão Financeira: Missanga | Apoio Financeiro: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes | Impressão: Centro Prof. Albuquerque e Castro – Santa Casa da Misericórdia do Porto ISBN: 978-989-336708 Novembro 2024
M/12 | Duração aprox.: 20 minutos
Raquel André, 1986. É colecionadora, performer, pesquisadora, professora, é artista.
Actualmente é doutoranda no Departamento de Estudos Teatrais da Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa com bolsa da Fundação para as Ciências e Tecnologia - em prática como investigação baseada na sua própria prática artística, orientada pela investigadora Paula Caspão. Em 2016 finalizou o Mestrado em Colecionismo nas Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil, orientado pela artista e pesquisadora Eleonora Fabião.
Em 2011 mudou-se para o Rio de Janeiro e isso mudou a sua vida, como artista, mulher e pessoa. Foi selecionada pelo INOVArt para fazer uma residência artística de 5 meses na Cia dos Atores no Rio e permaneceu por 8 anos. O Brasil deu-lhe a experiência profissional como encenadora - trabalhou em 7 produções com a diretora Bel Garcia, e experiência em curadoria e programação no Centro Cultural - Galpão Gamboa trabalhando com César Augusto, Marco Nanini e Fernando Libonati.
O projeto de 10 anos - Coleção de Pessoas - é um marco inegável na sua trajetória como profissional nas artes performativas e cruzamentos disciplinares. Um acervo vasto, multidisciplinar e irrepetível que reúne quatro projetos: Coleção dos Amantes, Coleção dos Colecionador_s, Coleção dos Artistas e Coleção dos Espectador_s.
Em 2021 trabalhou em colaboração com outras artistas, dirigindo os projetos Outra Língua e Set the Table.
Em 2024 estreia Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 , trabalho que dá continuidade à sua prática artística - encontrar pessoas e partilhar as suas histórias.
Em 2025 estreia Começar Tudo Outra Vez, projeto dirigido em parceria com o seu companheiro Tonan Quito.
Já editou três livros: Coleção de Amantes Vol.I, Coleção de Pessoas e Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆. Além de espetáculos, já criou três exposições; é formadora/professora em diferentes contextos e já realizou algumas orientações de mestrado.
O seu trabalho percorre amplamente Portugal, a Europa, América do Norte e América do Sul. Partindo de encontros, Raquel André constrói um arquivo do efémero com espetáculos, performances, conversas, conferências, livros e exposições.
Aliu Baio, Nasceu em Bissau em 1994. Aos quatro anos, começou a ficar cego, devido a um acidente durante a guerra civil que assolou o país entre 1998 e 2002. Em 2005, ele viaja para Portugal com o seu pai, uma junta médica com vista a tratamento. Aliu Baio começou a estudar na escola Helen Keller, aos onze anos, altura também que perde a totalidade da sua visão, foi nessa escola onde aprendeu a ler e escrever braille, foi lá também que descobre a sua veia artística, começa a tocar bateria aos 14 anos, uma altura também que se separa do pai, vai viver para uma instituição da segurança social, devido a dificuldades financeiras do progenitor. Aliu agarra-se à música e ao desporto, começa a frequentar aulas de caraté, goalball, mais tarde, mudou de instituição e vai para Parede, e nesse pirado, entra na escola de jazz Luis Villas Boas, onde estuda durante seis anos. Nessa escola de música, Aliu conhece os colegas da futura banda, Os Vertigem, composta pela Ana Lua Caiano, Artur Morais e Inês Proença. Aliu continuou a expandir a sua veia artística, tendo aprendido além da bateria o seu instrumento principal, o piano, saxofone, clarinete, e ainda guitarra que foi o seu primeiro instrumento. Nick Aliu Sane Baio, nome artístico do Aliu, não ficou só pela música, além de campeão nacional de judo, goalball, esgrima, também foi velejador, Nick ainda participou numa curta metragem realizada pela finalista do curso de cinema na Etic, Camila Ciardi, onde foi a personagem principal. Aliu também participou na peça de teatro A cidade solitária, realizada pela mestranda na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Aliu foi modelo Do canta, venceu um prémio de fotografia com o fotógrafo João Silva. Aliu trabalha actualmente com os seguintes projetos musicais, Samambaia, Os Vertigem e Japan in March.
Páginas não encontradas
de Joclécio Azevedo com Antón Yanguas

© Antón Yanguas
Um livro não se esgota no que está editado na sua forma final, mas prolonga-se através do que ficou de fora no processo de edição. Esta performance convoca a documentação de um processo criativo (Documentário, 2018) através de ausências, do que foi excluído ou esquecido. Entre anotações, versões obsoletas ou materiais recusados, trata-se aqui a página impressa como lugar de encontro, onde passado e futuro permanecem em diálogo. De que forma as práticas coreográficas e editoriais se contaminam e se atravessam mutuamente?
Joclécio Azevedo vimeo: vimeo.com/nde
Antón Yanguas: Colectivo RPM colectivorpm.gal/en/artists/anton-yanguas
Coreografia: Joclécio Azevedo | Performer: Antón Yanguas
Joclécio Azevedo
Brasil, 1969. Vive no Porto desde 1990. O seu trabalho articula escrita e coreografia, entrelaçando gesto, linguagem e matéria na configuração de situações coreográficas. Diretor artístico do Núcleo de Experimentação Coreográfica entre 2006 e 2011. Integrou a direção plenária da GDA/Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas) de 2008 a 2023 e foi membro do Conselho de Curadores da Fundação GDA entre 2010 e 2017. Artista residente da Circular Associação Cultural desde 2012, tendo também coordenado o programa educativo da associação entre 2018 e 2023. Formou-se em Teatro no Balleteatro em 1993, integrando posteriormente a sua companhia de dança em diversas criações. Como intérprete e coreógrafo colaborou em produções do BCN – Ballet Contemporâneo do Norte (2012 – 2021). Colaborou com diversos programas de formação artística como o FAICC – Formação Avançada em Interpretação e Criação Coreográfica, da Companhia Instável, a Oficina ZERO ou o Balleteatro Escola Profissional. Em 2016 foi assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP. Entre 2016 e 2018, integrou o grupo Sintoma – Performance, Investigação e Experimentação, orientado por Rita Castro Neves e desenvolvido pelo i2ADS na FBAUP. É autor, coautor ou colaborador em publicações no campo das artes performativas, entre as quais: Cuidados Intensivos (2013), Intermitências (2016), Documentário (2018), ARK Porto – Escola dos Confins e de Nenhures (2021, com Inês Moreira), Modos de Usar (2022), Microcidades (2026). Actualmente desenvolve um doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes, Universidade de Coimbra, com bolsa da FCT.
Antón Yanguas
Antón López Yanguas é um bailarino, performer e criador da Galiza, baseado no Porto desde 2022, ano no que integrou o programa intensivo da Oficina Zero. Esta formação marcou o início da sua actividade profissional em Portugal. Desde então, trabalhou como intérprete em diversos projectos, destacando-se a sua colaboração com Mónica Calle em Só Eu Tenho a Chave Desta Parada Selvagem (Festival DDD, 2023) e Pleasures Unknown (Lux Frágil, 2023).
Anteriormente, desenvolveu a sua formação em Madrid com artistas como Poliana Lima e Lucas Condró, complementando o seu percurso com estudos de ballet, circo e workshops com vários criadores internacionais. Em 2024 participou numa formação intensiva com David Zambrano, em Bruxelas, com o apoio da Fundação GDA.
Em 2025 iniciou o seu percurso como criador, co-criando com Thalia Agapaki o dueto Nymp(hoe)s e desenvolvendo Open Call, o seu primeiro projecto a solo, apoiado pelas Residências Paraíso do Colectivo RPM, na Galiza. Paralelamente, integra o colectivo The Leftovers, com o qual promove iniciativas para artistas emergentes, como o MUO Openstage. A sua prática artística centra-se na relação entre a imagem e o corpo, a vulnerabilidade e as dinâmicas de exposição nas artes performativas.
Protótipos de Encontro é um programa experimental que interroga o papel do encontro na prática artística. Organiza-se em torno de actividades públicas com diferentes formatos e protocolos de participação. Cada actividade mobiliza o encontro enquanto experiência transformadora, reorganizando modos de atenção e interrogando as formas como nos reconhecemos enquanto próximos, familiares ou estranhos. As propostas desenvolvidas pelas pessoas convidadas abrem espaços de experimentação nos quais são testados modos de cooperação, organização e participação, dentro e fora do campo da arte. Embora habitualmente associado ao design ou às tecnologias digitais, o protótipo é aqui entendido como dispositivo de experimentação, estabelecendo estruturas provisórias que nos permitem formular perguntas e sustentar, no tempo, diálogos com artistas, investigadores e colectivos.
Curadoria Protótipos de encontro: Joclécio Azevedo.
A F.E.R.A. - FEIRA DE EDIÇÕES REALIZADAS POR ARTISTAS reúne e apresenta um conjunto de edições associadas às artes performativas, de artistas que fazem do registo e da tradução gráfica das suas práticas e vivências artísticas, um meio de produção e partilha de pensamento. Existe uma enorme diversidade de formatos de publicações que refletem a importância destes processos e experiências na trajetória de artistas e colectivos, sendo uma actividade que, cada vez mais, se inscreve e se actualiza na história da comunidade artística, permitindo que esta se construa, exista e permaneça. Um património plural, feito da diversidade de entendimentos, metodologias e traduções do fazer artístico, partilhado e apresentado pelos próprios autores.
Nesta quinta edição da F.E.R.A., serão apresentadas as performances Fuga Para o Tempo Presente – O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos, de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade, Páginas não encontradas, de Joclécio Azevedo e Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 (apresentação do livro), de Aliu Baio e Raquel André, aprofundando as possíveis relações entre arquivo e performatividade.
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Direção artística: Apneia Colectiva | Curadoria e coordenação: Ana Trincão e Elizabete Francisca | Apoio à organização e montagem: Ana Trincão, Andresa Soares e Elizabete Francisca | Performances de: Aliu Baio e Raquel André, Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade, Joclécio Azevedo | Artistas/Obras de: A. Totta, F. Machado | Alcides Monteiro, Ana Bártolo, Ana Gil, Ana Leonor Santos, Andreia Garcia, Diogo Martins, Eunice Ribeiro, Hugo Cruz, Isabel Silva, Luís Madeira, Marco Roque de Freitas, Manuel Bogalheiro, Maria Remédio, Maria Sequeira Mendes, Nuno Leão, Óscar Silva, Regina Guimarães, Rui Dias Monteiro, Saguenail, Valter Vinagre, Vítor Ferreira (Terceira Pessoa) | Alexandre Pieroni Calado, João Ferro Martins, José Miranda Justo (Artes e Engenhos) | Alexandre Sampaio | Alfredo Martins, Anabela Almeida, Sara Duarte (Teatro meia volta e à esquerda quando eu disser) | Alice Chauchat | Alix Eynaudi | Alma Quintana, Esthel Vogrig, Nadia Lartigue | Ana Bigotte Vieira, Ana Dinger, Carlos Manuel Oliveira | João dos Santos Martins, Ritó Natálio (Parasita) | Ana Borralho & João Galante | Ana Pais | Ana Rita Teodoro, Joana Levi | Ana Trincão, Andresa Soares, Carlota Lagido, Elizabete Francisca, Julia Salem, Tiago Gandra (Apneia Colectiva) | André Barata, André e. Teodósio, José Maria Vieira Mendes, Santos Gonçalves, Sousa Bastos, Carmen de Brito, Daniel Tércio, Cláudia Jardim, Diogo Bento, Sara & André, Sara Mealha, Paulo Pascoal, Pedro Penim, João Pedro Vale, Suely Rolnik (Teatro Praga) | André Guedes, Miguel Loureiro | Filipe Pinto | André Lepecki | André Tecedeiro | António Pedro Lopes, Cláudia Dias | Arte Total | Aurora Aurora | Bernardo Chatillon | Bruno Humberto | Catarina Dias | Cem Palcos | Colectivo Gestos Rumo a Futuros Decoloniais, Dani d’Emilia, Vanessa Andreotti | Circular | Companhia Cepa Torta | Cyriaque Villemaux | Chris Thorpe, Joana Marques e José Soeiro | Dally Schwartz & Marcus Aganju | Daniel Pizamiglio, Miguel Oliva Teles | David Marques | Diana Niepce | Mariana Amorim, Aires Torres (Esquiva Companhia de Dança) | Eugénia Vilela, Né Barros (Balleteatro) | Fernanda Eugénio (AND Lab) | Flávio Rodrigues | Frame Colectivo, Celestial Bodies, Paula Diogo (Má-Criação) | Francisco Camacho (Eira) | Hugo Calhim Cristóvão & Joana Von Mayer Trindade | Inês Barahona, Madalena Victorino, Rita Batista | Inês Moreira, Joclécio Azevedo | Isabel Galvão, João Pedro Gomes, Laura dos Campos, Sérgio Pelágio, Grupo 23: silêncio!, Máximo Francisco (Real Pelágio) | Joana Franco | Joana Sá | João Fiadeiro | Josefa Searle | Julia Salaroli, Sezen Tonguz | Lígia Soares | Linha de Fuga e Apneia Colectiva, Catarina Vieira, Romain Beltrão Teule, Mariana Ferreira, Los 3 Cerditos, Paloma Calle, Mário Afonso, Paulina Oña, Tika Michel | Luisa Fidalgo | Lysandra Domingos, Mariana Lemos, Margarida Agostinho, Sofia Neuparth (c.e.m - centro em movimento) | Mafalda Miranda Jacinto | Margarida Cabral | Mariana Tengner Barros, Raquel Castro | Marta Cerqueira, Marta Ramos, Simão Costa | Miguel Bonneville | Miguel Pedro | Paula Caspão | Patrícia Almeida | Plataforma 285 | Pedro Pinto | Penhasco – Arte Cooperativa | Petra.Petra | Povo Fulni–ô, Povo Huni Kuin, Povo Pataxó, Povo Pitaguary, Povo Tremembé da Barra do Mundaú | Raquel André | Raquel Lima | Rita Vilhena | Rogério Nuno Costa | Rui Eduardo Paes | Sara Anjo | Sara Vaz & Marco Balesteros | Sofia Dias & Vítor Roriz | Sónia Baptista | Susana Guardado | Susana Paiva | Teresa Silva | Vânia Rovisco | Yael Karavan | Comunicação e design: Mafalda M. Jacinto | Gestão administrativa e financeira e direcção de produção: Lysandra Domingues | Produção executiva: Apneia Colectiva | Créditos imagem desenho de Penélope Levi “Estrela POP", com arranjo gráfico de Elizabete Francisca | Apoios: Circular Festival de Artes Performativas, REDE - Associação para a Dança Contemporânea e Penhasco Arte Cooperativa | Projeto financiado por República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto/Direção Geral das Artes.
Este projecto foi implementado no âmbito do programa “ Protótipos de encontro”, com curadoria de Joclécio Azevedo
A Apneia Colectiva é uma associação cultural sediada em Lisboa e fundada em 2019, actualmente constituída por Ana Trincão, Andresa Soares, Elizabete Francisca, Joana Levi, Julia Salem e Tiago Gandra. Este colectivo procura um modelo cooperativista de produção e gestão de práticas artísticas e actividades conexas que venha assegurar um futuro laboral sustentável e uma actividade mais continuada para as suas associadas, assente na partilha de recursos e na construção colectiva de sistemas de organização, investigação e criação artística.
Até à data a Apneia Colectiva desenvolveu projectos como O QUE PISAMOS (ciclo completo na Penha Sco e Procur.arte, reposições Festival Temps d’Images (Lisboa) e Festival Linha de Fuga (Coimbra), 2024); F.E.R.A.- Feira de Edições Realizadas por Artistas (Festival Interferências, Lisboa, 2023 e Festival Pedra Dura, Lagos, 2024); #EncontroZINE (Mata, Lisboa, 2022); Cadeia de Transmissão (Penha Sco, Lisboa, 2020 e Festival Paragem, Carvoeiro, 2021) e assim como residências artísticas para desenvolvimento de procedimentos colectivos, questionamento e reformulação de modelos de funcionamento associados à actividade artística e dos seus determinismos (CENTA, Tojeira, 2019 e ARS- Investigação e Desenvolvimento, Aldeia da Barroca, 2022). Estes projectos tiveram apoio da DGArtes, CMLisboa, Fundação GDA e Garantir Cultura.
PERFORMANCES
Fuga Para o Tempo Presente – O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos
de Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade

© Leonel de Castro
“Fuga Para o Tempo Presente — O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos” explora a Dança como ethos e impermanência, vertigem no agora, presença frágil e metamorfose do momentâneo. A lâmina não corta o fogo, mas o fogo rasga tempos irrepetíveis. Dançar é experiência mítica de delírio e rigor ético, imprimindo o agora contra o desaparecer testemunhado pela geopolítica, agindo o horror e exigindo alteridade artística. Confronta Instante-Eternidade, Permanência-Impermanência, Ethos-Pathos-Logos, ocupando o instante para dar pertinência ao presente frágil, desfragmentando identidades."
— Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade
nuisiszoboo.com
Direção, Coreografia, Dramaturgia e Formação: Hugo Calhim Cristóvão & Joana von Mayer Trindade | Dança e Interpretação: Sara Miguelote | Desenho de Luz: Luís Silva, Luís Ribeiro e Bárbara Falcão | Figurinos: UN T | Cenografia: UN T & NuIsIs ZoBoP | Música: Liszt Études'exécution transcendante | Desenho de Som: João Oliveira & NuIsIs ZoBoP | Teoria e Filosofia: Hugo Calhim Cristóvão, Joana von Mayer Trindade, Celeste Natário, Carlos Pimenta, Cláudia Marisa, Cristina Aguiar, Ezequiel Santos, Rui Lopo, Mário Correia, Nuno Matos Duarte, Chris Page, Afonso Becerra, Armando Nascimento Rosa, Luís Ramos, Elter Manuel Carlos e Sofia Vilar Soares | Vídeo: Os Fredericos | Fotografia: Alípio Padilha, João Peixoto, Luís Ferreirinha e Leonel Castro | Produção: Cristina Aguiar & NuIsIs ZoBoP | Apoio: Festival Escenas do Cambio e Fábrica da Criatividade, Castelo Branco | Residências Artísticas: Centro de Criação e Investigação Nuisis Zobop | Parcerias: WoW Porto, Fundação Marques da Silva, Centro Português de Fotografia, Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Instituto de Sociologia da Universidade do Porto - FLUP, Escola do Superior de Educação do Porto, Escola Superior de Arte Dramática da Galiza, ESMAE-Escola Superior Música e Artes do Espetáculo do Porto, Universidade Lusófona do Porto, Forum Dança, Companhia Dançando com a Diferença, Junta de Freguesia do Bonfim e Casa Comum - Reitoria e Espaço Agra | A Nuisis Zobop é uma estrutura financiada por República Portuguesa - Cultura, Juventude e Desporto | DGartes / Direção-Geral das Artes
M/6 | Duração aprox.: 30 minutos
Hugo Calhim Cristóvão Coreógrafo, Encenador, Investigador e Docente. Doutorado em Filosofia (FLUP) e Mestre em Filosofia Contemporânea, com a tese “The Dionysian, Zos vel Thanatos, and the Zoetic Art – Sorcery of Austin Osman Spare”. É Licenciado em Filosofia. É Licenciado em Teatro - Ramos de Interpretação e Direção de Atores (ESMAE-IPP).
Joana von Mayer Trindade Coreógrafa, Bailarina e Docente. Mestre em Solo, Dance, Authorship – SODA, Universidade das Artes de Berlin UDK/HZT). Licenciada em Psicologia (Universidade Porto), conclui o Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Fórum Dança e o Curso Essais do CNDC d’Angers sob a direcção de Emmanuelle Huynh.
Juntos são cofundadores do grupo de pesquisa NuIsIs ZoBoP (2004) ecriadores de: “She Will Not Live”, “Abbadon”, “VELEDA”, “ZOS (She Will Not Live)”, “Meninas”, “Nameless Natures”, "O céu é apenas um disfarce azul do inferno", “Da insaciabilidade no caso ou ao mesmo tempo um milagre”, “Mysterium Coniunctionis”, “Dos Suicidados – O Vício de Humilhar a Imortalidade”, “Fecundação e Alívio neste Chão irredutível onde com Gozo me Insurjo”, “Portrait of a Dancer as Velvet”, “Onde Está O Relâmpago Que Vos Lamberá As Vossas Labaredas”, “Suores de Mel e a Morte não Terá Domínio” e “Fuga para o Tempo Presente — O Leve Poder da Lua apenas Queima os Olhos”.
Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 (apresentação do livro)
com Aliu Baio e Raquel André

© Raquel Luiz
O livro Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 surge da vontade de publicar o texto do espetáculo homónimo, mas acima de tudo publicá-lo em braile e em tinta, juntamente no mesmo objeto. Com prefácios de Bernardo de Almeida e Raquel André, design de Pedro Ponciano e revisão em colaboração com Gisela Casimiro. Este livro é também uma experiência. Um livro-experiência, um livro-objeto. Cada pessoa que aceder a este poderá seguir as palavras do espetáculo enquanto visita algumas imagens do mesmo. A apresentação deste livro é também uma experiência sonora e um mergulho no livro pelas narrativas de Aliu Baio, protagonista do mesmo.
raquelandre.com
instagram.com/racaandre
instagram.com/blind__drummer
Apresentação do Livro: Aliu Baio e Raquel André / Livro | Edição e Criação: Raquel André | Prefácio: Raquel André e Bernardo de Almeida | Haikus e Legendas Música: Gisela Casimiro | Revisão: Bernardo de Almeida, Gisela Casimiro e Raquel André | Imagens: Francisco Fidalgo | Bateria e Música ‘Alma Negra’: Aliu Baio | Design: Pedro Ponciano | Gestão Financeira: Missanga | Apoio Financeiro: República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes | Impressão: Centro Prof. Albuquerque e Castro – Santa Casa da Misericórdia do Porto ISBN: 978-989-336708 Novembro 2024
M/12 | Duração aprox.: 20 minutos
Raquel André, 1986. É colecionadora, performer, pesquisadora, professora, é artista.
Actualmente é doutoranda no Departamento de Estudos Teatrais da Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa com bolsa da Fundação para as Ciências e Tecnologia - em prática como investigação baseada na sua própria prática artística, orientada pela investigadora Paula Caspão. Em 2016 finalizou o Mestrado em Colecionismo nas Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil, orientado pela artista e pesquisadora Eleonora Fabião.
Em 2011 mudou-se para o Rio de Janeiro e isso mudou a sua vida, como artista, mulher e pessoa. Foi selecionada pelo INOVArt para fazer uma residência artística de 5 meses na Cia dos Atores no Rio e permaneceu por 8 anos. O Brasil deu-lhe a experiência profissional como encenadora - trabalhou em 7 produções com a diretora Bel Garcia, e experiência em curadoria e programação no Centro Cultural - Galpão Gamboa trabalhando com César Augusto, Marco Nanini e Fernando Libonati.
O projeto de 10 anos - Coleção de Pessoas - é um marco inegável na sua trajetória como profissional nas artes performativas e cruzamentos disciplinares. Um acervo vasto, multidisciplinar e irrepetível que reúne quatro projetos: Coleção dos Amantes, Coleção dos Colecionador_s, Coleção dos Artistas e Coleção dos Espectador_s.
Em 2021 trabalhou em colaboração com outras artistas, dirigindo os projetos Outra Língua e Set the Table.
Em 2024 estreia Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆 , trabalho que dá continuidade à sua prática artística - encontrar pessoas e partilhar as suas histórias.
Em 2025 estreia Começar Tudo Outra Vez, projeto dirigido em parceria com o seu companheiro Tonan Quito.
Já editou três livros: Coleção de Amantes Vol.I, Coleção de Pessoas e Belonging | E di | Pertenencia | Zugehörigkeit | Pertença | 絆. Além de espetáculos, já criou três exposições; é formadora/professora em diferentes contextos e já realizou algumas orientações de mestrado.
O seu trabalho percorre amplamente Portugal, a Europa, América do Norte e América do Sul. Partindo de encontros, Raquel André constrói um arquivo do efémero com espetáculos, performances, conversas, conferências, livros e exposições.
Aliu Baio, Nasceu em Bissau em 1994. Aos quatro anos, começou a ficar cego, devido a um acidente durante a guerra civil que assolou o país entre 1998 e 2002. Em 2005, ele viaja para Portugal com o seu pai, uma junta médica com vista a tratamento. Aliu Baio começou a estudar na escola Helen Keller, aos onze anos, altura também que perde a totalidade da sua visão, foi nessa escola onde aprendeu a ler e escrever braille, foi lá também que descobre a sua veia artística, começa a tocar bateria aos 14 anos, uma altura também que se separa do pai, vai viver para uma instituição da segurança social, devido a dificuldades financeiras do progenitor. Aliu agarra-se à música e ao desporto, começa a frequentar aulas de caraté, goalball, mais tarde, mudou de instituição e vai para Parede, e nesse pirado, entra na escola de jazz Luis Villas Boas, onde estuda durante seis anos. Nessa escola de música, Aliu conhece os colegas da futura banda, Os Vertigem, composta pela Ana Lua Caiano, Artur Morais e Inês Proença. Aliu continuou a expandir a sua veia artística, tendo aprendido além da bateria o seu instrumento principal, o piano, saxofone, clarinete, e ainda guitarra que foi o seu primeiro instrumento. Nick Aliu Sane Baio, nome artístico do Aliu, não ficou só pela música, além de campeão nacional de judo, goalball, esgrima, também foi velejador, Nick ainda participou numa curta metragem realizada pela finalista do curso de cinema na Etic, Camila Ciardi, onde foi a personagem principal. Aliu também participou na peça de teatro A cidade solitária, realizada pela mestranda na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa. Aliu foi modelo Do canta, venceu um prémio de fotografia com o fotógrafo João Silva. Aliu trabalha actualmente com os seguintes projetos musicais, Samambaia, Os Vertigem e Japan in March.
Páginas não encontradas
de Joclécio Azevedo com Antón Yanguas

© Antón Yanguas
Um livro não se esgota no que está editado na sua forma final, mas prolonga-se através do que ficou de fora no processo de edição. Esta performance convoca a documentação de um processo criativo (Documentário, 2018) através de ausências, do que foi excluído ou esquecido. Entre anotações, versões obsoletas ou materiais recusados, trata-se aqui a página impressa como lugar de encontro, onde passado e futuro permanecem em diálogo. De que forma as práticas coreográficas e editoriais se contaminam e se atravessam mutuamente?
Joclécio Azevedo vimeo: vimeo.com/nde
Antón Yanguas: Colectivo RPM colectivorpm.gal/en/artists/anton-yanguas
Coreografia: Joclécio Azevedo | Performer: Antón Yanguas
Joclécio Azevedo
Brasil, 1969. Vive no Porto desde 1990. O seu trabalho articula escrita e coreografia, entrelaçando gesto, linguagem e matéria na configuração de situações coreográficas. Diretor artístico do Núcleo de Experimentação Coreográfica entre 2006 e 2011. Integrou a direção plenária da GDA/Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas) de 2008 a 2023 e foi membro do Conselho de Curadores da Fundação GDA entre 2010 e 2017. Artista residente da Circular Associação Cultural desde 2012, tendo também coordenado o programa educativo da associação entre 2018 e 2023. Formou-se em Teatro no Balleteatro em 1993, integrando posteriormente a sua companhia de dança em diversas criações. Como intérprete e coreógrafo colaborou em produções do BCN – Ballet Contemporâneo do Norte (2012 – 2021). Colaborou com diversos programas de formação artística como o FAICC – Formação Avançada em Interpretação e Criação Coreográfica, da Companhia Instável, a Oficina ZERO ou o Balleteatro Escola Profissional. Em 2016 foi assistente convidado no Curso de Especialização em Performance na FBAUP. Entre 2016 e 2018, integrou o grupo Sintoma – Performance, Investigação e Experimentação, orientado por Rita Castro Neves e desenvolvido pelo i2ADS na FBAUP. É autor, coautor ou colaborador em publicações no campo das artes performativas, entre as quais: Cuidados Intensivos (2013), Intermitências (2016), Documentário (2018), ARK Porto – Escola dos Confins e de Nenhures (2021, com Inês Moreira), Modos de Usar (2022), Microcidades (2026). Actualmente desenvolve um doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes, Universidade de Coimbra, com bolsa da FCT.
Antón Yanguas
Antón López Yanguas é um bailarino, performer e criador da Galiza, baseado no Porto desde 2022, ano no que integrou o programa intensivo da Oficina Zero. Esta formação marcou o início da sua actividade profissional em Portugal. Desde então, trabalhou como intérprete em diversos projectos, destacando-se a sua colaboração com Mónica Calle em Só Eu Tenho a Chave Desta Parada Selvagem (Festival DDD, 2023) e Pleasures Unknown (Lux Frágil, 2023).
Anteriormente, desenvolveu a sua formação em Madrid com artistas como Poliana Lima e Lucas Condró, complementando o seu percurso com estudos de ballet, circo e workshops com vários criadores internacionais. Em 2024 participou numa formação intensiva com David Zambrano, em Bruxelas, com o apoio da Fundação GDA.
Em 2025 iniciou o seu percurso como criador, co-criando com Thalia Agapaki o dueto Nymp(hoe)s e desenvolvendo Open Call, o seu primeiro projecto a solo, apoiado pelas Residências Paraíso do Colectivo RPM, na Galiza. Paralelamente, integra o colectivo The Leftovers, com o qual promove iniciativas para artistas emergentes, como o MUO Openstage. A sua prática artística centra-se na relação entre a imagem e o corpo, a vulnerabilidade e as dinâmicas de exposição nas artes performativas.
Protótipos de Encontro é um programa experimental que interroga o papel do encontro na prática artística. Organiza-se em torno de actividades públicas com diferentes formatos e protocolos de participação. Cada actividade mobiliza o encontro enquanto experiência transformadora, reorganizando modos de atenção e interrogando as formas como nos reconhecemos enquanto próximos, familiares ou estranhos. As propostas desenvolvidas pelas pessoas convidadas abrem espaços de experimentação nos quais são testados modos de cooperação, organização e participação, dentro e fora do campo da arte. Embora habitualmente associado ao design ou às tecnologias digitais, o protótipo é aqui entendido como dispositivo de experimentação, estabelecendo estruturas provisórias que nos permitem formular perguntas e sustentar, no tempo, diálogos com artistas, investigadores e colectivos.
Curadoria Protótipos de encontro: Joclécio Azevedo.