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  • Por Cumprir, por Inventar: 50 Anos da Constituição da República Portuguesa
    por Inês Barbosa

  • E o Som? Corta! por Clara Saleiro e João Dias

Projecto Corporalidade, Temporalidade e Pensamento | Escola Secundária José Régio | Nov e Dez 2026


Por Cumprir, por Inventar: 50 Anos da Constituição da República Portuguesa
 por Inês Barbosa

Há 50 anos, fruto de intensas discussões e de uma sociedade em ebulição, nasceu a Constituição da República Portuguesa. Hoje, alguns dos direitos que consagrou ainda falham ou permanecem frágeis. Através de um exercício de photovoice e de escrita criativa, os e as participantes são convidadas a olhar para os direitos fundamentais a partir da sua própria experiência, explorando o que a Constituição promete, o que falta cumprir e o que importa inventar.


E o Som? Corta! por Clara Saleiro e João Dias
De forma exploratória, sem guião e sem limites, será desenvolvido um processo colaborativo de criação audiovisual.
A partir de pequenos vídeos partimos à descoberta da sonoplastia mais poética e dinâmica de forma a estabelecer a narrativa desejada para os mesmos. 
E o Som? O som colocamos ao microscópio, observamos, analisamos, cortamos, editamos.

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Clara Saleiro
Flautista portuguesa, Clara Saleiro distingue-se pela curiosidade artística e pela busca constante de novas linguagens musicais. O seu trabalho centra-se no diálogo entre intérprete e compositor, na fusão entre música e outras artes, e na exploração da relação entre o som acústico e a tecnologia digital.
Colabora regularmente com orquestras e ensembles de referência, tanto no repertório clássico como na música contemporânea e improvisada. Participa em festivais internacionais e tem estreado inúmeras obras em colaboração direta com compositores.
É membro fundador do Noviga Projekto (AT) e do duo Clara Saleiro & Mariana Dionísio (PT), integrando ainda formações como o Vertixe Sonora (ES), Barcelona Modern (ES), SUPERNOVA (PT), Concrète [Lab] (PT), Lucerne Festival Contemporary Orchestra (CH), Pedro Melo Alves’ Omniae Large Ensemble (PT) e a Companhia de Circo Coração nas Mãos (PT).
Formou-se na Academia de Música S. Pio X, prosseguindo estudos na Artave, ANSO - Metropolitana, Universidade de Aveiro e Royal Academy of Music (Londres). Especializou-se em música contemporânea com Stephanie Wagner (Remix Ensemble), no Klangforum Wien (Kunstuniversität Graz) e na Lucerne Festival Academy.
A actual temporada inclui apresentações na Biennale di Venezia, BoCA, FiraTàrrega, Música Viva, Semibreve e Vertixe 13, com actuações na Alemanha, Espanha, Itália e Portugal.
 
João Dias
Nascido em Oliveira de Azeméis (1986), o percussionista João Dias é uma das figuras mais activas da nova música portuguesa. Licenciado e mestre pela ESMAE, estudou com Miquel Bernat, Manuel Campos e Nuno Aroso, e é doutorando em Artes Musicais na FCSH-UNL/ESML com bolsa da FCT.
Desde 2004 integra o Drumming GP, com o qual gravou oito discos monográficos e estreou dezenas de obras de compositores internacionais. Foi membro da European Youth Orchestra (2006-2009), trabalhando com Vladimir Ashkenazy, Rainer Seeguers e Simon Carrington.
Criou o projecto a solo Caixa Eléctrica (2016), dedicado à divulgação da música portuguesa para percussão, apresentado no Darmstadt Summer Course (2018). Com José Alberto Gomes, dirige o Supernova Ensemble, plataforma dedicada à música inovadora, Sound Art e New Media, em residência na Circular – Associação Cultural.
Participa também no duo PaceD, com o percussionista João Carlos Pacheco, e colabora com instituições como Sonoscopia, Remix Ensemble, Sond’Ar-te Electric Ensemble e Coro Casa da Música. É docente nas Universidades de Aveiro e do Minho e investigador do GIMC-CESEM, com foco na relação entre compositor e intérprete.
Recentemente, foi artista residente no i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, onde desenvolveu com José Alberto Gomes a instalação “And it keeps going or the never-ending song of life”, explorando as intersecções entre arte e ciência.

Inês Barbosa é mestre em Associativismo e Animação Sociocultural e doutorada em Sociologia da Educação (UM). Tem ainda uma pós-graduação em Performance (FBAUP). Investigadora do Instituto de Sociologia (UP) na área de Criação Artística, Práticas e Políticas Culturais. Coordena o podcast “Ainda-Não: Sociologia e Utopia” e o Laboratório de Teatro & Política. A sua tese de doutoramento, que incidiu no estudo das práticas artísticas de contestação, recebeu uma Menção Honrosa do Prémio Jovens Cientistas Sociais (CES). Desenvolve pesquisas etnográficas e visuais relacionadas com os temas da precariedade, mobilizações sociais, direito à cidade ou o papel dos/as artistas na crítica à gentrificação turística. É formadora nas áreas de educação não-formal, cidadania, igualdade de género, animação de grupos e expressão dramática. Tem conjugado a investigação com a prática artística, desenvolvendo projectos ligados ao teatro, performance, música e instalação audiovisual. Participou como artista em festivais como Noc-Noc, NAA-Novas Artes Associadas, Binnar, Desobedoc, Utopia (Rio de Janeiro), Femmes du Monde en Scéne (Paris) ou Non-Festival (Gornji Grad). Tem orientado oficinas multidisciplinares em inúmeros contextos e com diferentes públicos nacionais e internacionais. Colabora regularmente com artistas e companhias, estreitando as ligações entre arte e sociologia, em projectos como: "A audição vibratória" com Gil Delindro, "Não tenho terra nos sapatos", com Magda Almeida e Miguel F ou "Reviralho: Mito, Sonho, Utopia", com a Companhia de Dança- Esquiva. Foi curadora de exposições colectivas na Velha-a-Branca (2013), Okna (2019), Galeria Geraldes da Silva (2021) e Centro Português de Fotografia (2022). Participou ainda nas residências artísticas de Lamego, Festival Ibérico de Quintanilha, Hysteria, Zona Autónoma, Sauna - Galeria do Sol.