Peixinho Patriarca Percussão por Drumming GP
Lançamento de CD com gravações de Jorge Peixinho e Eduardo Luís Patriarca
Música
Teatro Municipal de Vila do Conde — Salão Nobre24 Set | Sex | 21:00
Jorge Peixinho, bebendo do alargamento das possibilidades sonoras e transformações de paradigmas que o séc. XX trouxe, deixou-nos preciosos exemplos da sua criatividade como as duas peças electroacústicas “Electronicolírica” e “A Floresta Sagrada”. No plano da percussão e no formato desenvolvido de ensemble, dedica somente uma obra no seu catálogo, “Morrer em Santiago”, envolta numa carga de ideologia política, com a honestidade de quem defende e assume o que pensa, dedicando a obra a Salvador Allende.
“Empty Time/ Empty Space” de Eduardo Luís Patriarca surge como uma reflexão ao imaginário de Peixinho. Assume a instrumentação da obra correspondente, alterando no mínimo o conjunto instrumental. Reestruturam-se líricas, preocupações humanas e espirituais, num caminho de impermanência dos materiais e na vacuidade dos mesmos.
— Eduardo Patriarca
Programa:
— Kado — Eduardo Patriarca (para Marimba-caixas chinesas e electrónica, 10')
— Electrínicolírica (1979) — Jorge Peixinho (para electrónica, 8')
— Study for Marimba and Bongos* — Camila Salomé Menino
Conversa com Eduardo Luís Patriarca, Miquel Bernat, Daniel Moreira, Pedro Góis, Paulo Vasques e Dina Magalhães
* Estreia absoluta
Direcção musical: Miquel Bernat | Interpretação: Jorge Lima, Pedro Góis (percussão) | Co-edição CD Peixinho Patriarca Percussão: Drumming GP, Circular Festival de Artes Performativas | Apoios edição: GDA, TMP
www.drumming.pt
Drumming Grupo de Percussão é um ensemble de percussão vocacionado para a música contemporânea, fundado e dirigido por Miquel Bernat, no Porto, em 1999. Desde então, tem-se afirmado como um dos mais importantes coletivos do género a nível internacional, contribuindo para a inovação sonora sem descuidar as vertentes didático-pedagógica e social. Os seus espetáculos viajam da percussão erudita ao jazz, passando pela electrónica e rock, e incluem também o desenvolvimento de música de cena para teatro, ópera e bailado, num trabalho de proximidade com compositores. A força das performances é um fator de atração de público, dando espaço a uma interação intensa entre intérpretes e espetadores. Marcado por uma grande adaptabilidade a todo o tipo de espaços e contextos - desde grandes salas de espetáculos nacionais e internacionais, espaços abertos, escolas, universidades ou teatros no interior do país -, o Drumming GP alcança assim públicos diversificados em idade, interesses e condição social, num espectro que inclui também o mais exigente dos públicos melómanos. Em 2016 o Ípsilon escolhe o seu último CD MARES como primeira escolha e melhor cd de música clássica do ano. O trabalho do grupo sobre “Archipelago”, um CD monográfico com obras de Luís Tinoco, recebeu as melhores críticas internacionais tendo sido ouvido em várias rádios internacionais. Drumming GP foi considerado por Andrew McGregor (BBC Radio 3) “um dos melhores grupos de percussão dos últimos anos”. Em 2020, Drumming GP foi nomeado para dois Prémios Play: Melhor Álbum de Jazz - "Liturgia dos Pássaros", com o pianista e compositor Daniel Bernardes; e Melhor Álbum de Música Clássica com o já mencionado "Archipelago", tendo vendido este último. Também lançado em 2020, o CD “Textures & Lines” tem vindo a atingir um público mais vasto e foi considerado pela imprensa especializada um dos melhores álbuns do ano em Portugal.
Jorge Lima iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Avintes. Posteriormente, ingressou na Escola Profissional de Música de Espinho onde estudou com os professores Pedro Oliveira, Joaquim Alves, Rui Rodrigues e Nuno Aroso. Em 2014 concluiu a licenciatura na ESMAE, na classe dos professores Manuel Campos e Miquel Bernat.
Frequentou masterclasses com Ricardo Gassent, Christian Dierstein, Bruno Costa, Bart Quartier, David Friedman, Mark
Ford, Ney Rosauro, Nebojsa Zivkovic, Amandine Bayer, Kuniko Kato, Markus Leoson, Sisco Aparici, Pedro Carneiro,
Rainer Seegers e Jean Geoffrey.
Tem um projecto de marimba e electrónica com o qual já fez diversos recitais e estreou várias obras. É membro fundador IndexDuo - Percussion and cello duet. Já colaborou em agrupamentos como Drumming – GP, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica de Espinho, Marvão Festival Orchestra, Atlantic Percussion Group, Fundação Orquestra Estúdio e Pulsat Percussion Group.
Em 2017 concluiu o Mestrado em Ensino da Música - Percussão na ESMAE, com o tema de dissertação “As implicações da análise musical no estudo da percussão no ensino básico”.
Como professor já ministrou diversas masterclasses e workshops.
Actualmente é professor de percussão e música de câmara na Academia de Música de Santa Maria da Feira e na Academia de Artes de Chaves. É membro da Banda Sinfónica Portuguesa e reforço da Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Sinfónica do Porto – Casa da Música e do Remix Ensemble.
Pedro Góis nasceu a 26 de Dezembro de 1989 na cidade de Espinho, iniciou os seus estudos musicais aos oito anos de idade. Em 2004 foi admitido na Escola Profissional de Música de Espinho (EPME), no curso de percussão, e em 2007 na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE), tendo trabalhado com os professores Manuel Campos, Miquel Bernat, Nuno Aroso e Rui Gomes. Participou em vários masterclasses com músicos de renome internacional, tais como, Jeffery Davis, Pedro Carneiro, Rainer Siegers, entre muitos outros. Prestou serviços como músico nas seguintes OrquestrasGrupos: Orquestra Gulbenkian; Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música; Orquestra Sinfónica Portuguesa; Orquestra de Câmara Portuguesa; Orquestra Metropolitana de Lisboa; Ictus Ensemble; Drumming Grupo de Percussão; Orquestra do Algarve; Orquestra Utópica; Orquestra Clássica de Espinho; Orquestra Sinfonieta (ESMAE); Orquestra da APROART; Orquestra Clássica da Póvoa de Varzim e Banda Sinfónica Portuguesa. Actualmente é membro fundador do grupo Pulsat Percussion Group e docente de percussão na Academia de Música de Costa Cabral desde 2013.
Miquel Bernat. Um dos maiores dinamizadores da cena internacional, contribuindo fortemente para a divulgação e solidificação da percussão, abrangendo no seu trabalho os mais diversos tipos de música que vai desde o erudito, experimental com electrónica até ao meio popular e vernacular interagindo com diversas áreas artísticas.
Estudou nos conservatórios de Valência, Madrid, Bruxelas e Roterdão e frequentou o Aspen Summer Music Course em USA. Foi laureado com o "Prémio Extraordinário Final de Curso" dos conservatórios de Madrid e de Bruxelas, o Prémio Especial no Gaudeamus na Holanda em 1993, bem como o segundo prémio do Aspen Nakamichi Competition (EUA). Músico de grande versatilidade, tocou na Orquestra Ciutat de Barcelona e Royal Concertgebouw Orchestra de Amesterdão. Foi membro do Duo Contemporain de Roterdão e fundador do Ictus Ensemble de Bruxelas, com o qual tem vindo a fazer variados espectáculos (em alguns deles tocando como solista) com a coreógrafa A. T. de Keesrmaeker da Cia. Rosas entre outros.
Solista em incontáveis recitais por todo o mundo, destacamos as estreias mundiais dos Concertos de Percussão de David del Puerto, César Camarero, Luis de Pablo, Mauricio Sotelo e Joan Guinjoan, como solista com a Orquesta de Cadaqués (Esp), Orquestra Nacional do Porto, Orquesta de la Comunidad de Madrid, Orquesta Sinfónica de Murcia, Orquesta de la Radio Television Española (RTVE), Borusan Orchestra de Istambul (Tr), Cyprus Symphony Orchestra (Chipre), MusikFabrik (De), Remix Ensemble (Pt), Grup Instrumental (Sp), etc.
Estreia no IRCAM/Centre George Pompidou de Paris, "Mantis Walk in a Metal Space" de Javier Alvarez, primeiro concerto mundial de Steel Drums com o Ictus Ensemble e destaca-se a sua participação como solista junto ao conceituado barítono Spyros Sakkas e Georg Nigl, na música cénica “Oresteia” de Iannis Xenakis em festivais como Radio France de Montpellier, Estambul Festival, Cyprus Festival, Auditorio Nacional de Madrid, Cité de la Musique de París, Opera de Lille, BOZAR de Bxls, etc. Funda no Porto o Drumming-GP, um dos grupos de percussão mais dinâmicos da cena e crítica internacional e residente do Porto 2001-Capital Europeia da Cultura tocando em Brasil, Sul Africa, Italia, Espanha, França, Bélgica, Rusia, Suiza e as maiores salas do País.
A sua carreira como pedagogo passa como professor nos Conservatórios de Música de Roterdão e Bruxelas e a Universidade de Aveiro. Cria o primeiro curso superior de Percussão de Portugal na ESMAE do Porto. É também professor na ESMUC de Barcelona. Tem sido convidado como professor nos International “Summer Course for New Music” de Darmstadt (Alemanha), no "El Sistema de Orquestras de Venezuela" (FESNOJIV), no “Instrumenta” de Oaxaca (México), em CIVEBRA de Brasília e UNICAMP de Campinas (Brasil), no CNSMDP (Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris) e na Norwegian Academy of Music, entre outros.
Cria uma coleção de Estudos de Concerto para Marimba em estreita colaboração com compositores conceituados, que publicou em 2017 na Editorial "Tritó" de Barcelona e obtendo o patrocínio da Red Leonardo para Investigadores e Criadores Artísticos de 2016 da Fundação BBVA para a sua difusão. Em fase de elaboração está o segundo volume desta coleção, composto por livro/cd com publicação prevista para finais de 2021. Obteve o apoio da Câmara Municipal do Porto-Criatório 2019 para o projeto “Estudos Coreográficos para um Percussionista”.
Miquel Bernat é um apaixonado pela criação atual, assim como, um dos exponentes mais comprometidos com a expansão da arte da percussão.
Eduardo Luís Patriarca nasceu em 1970 na cidade do Porto. Começou os seus estudos musicais em 1974, no Colégio de Nossa Senhora da Esperança, em piano. Em 1985 ingressa no Curso de Música Silva Monteiro, onde conclui o Curso Complementar de Piano com Sofia Matos. Estuda ainda com Joaquim Marques da Silva, História da Música e com Fernando C. Lapa, Análise e Técnicas de Composição. Em 1990 é admitido no Curso Superior de Composição na Escola Superior de Música do Porto, estudando com Cândido Lima, Filipe Pires, Amílcar Vasques Dias e António Pinho Vargas. Nas restantes áreas teve como professores Álvaro Salazar, Günther Arglebe, Miguel Ribeiro Pereira e José Luís Borges Coelho. Mais tarde, na Escola Superior de Música de Lisboa estuda com António Pinho Vargas e Christopher Bochmann. Durante estes anos foi aluno de Jorge Peixinho (como aluno particular e frequentando os Curso de Aperfeiçoamento de Vila do Conde e o Curso de Formação para professores do GETAP), frequentou seminários de Emmanuel Nunes na Fundação Calouste Gulbenkian, e seminários de Wilfred Jenstchz, Gherard Staebler, António Sousa Dias, Leo Brouwer e Philippe Hurel.
Como professor lecionou em Pedroso, Espinho, Maia, Mirandela e Póvoa do Varzim.
Desde 1991 lecciona na Academia de Música de S. Pio X de Vila do Conde, actualmente Conservatório de Música de Vila do Conde. As suas obras têm sido tocadas com regularidade em vários locais de Portugal, bem como no estrangeiro. Algumas das suas obras encontram-se gravadas por músicos como Duo Porquoi Pas, Nuno Aroso, Síntese, Quarteto de Cordas de Matosinhos, João Roíz Ensemble, etc.
A sua obra está editada pela AvA – Musical Editions, pelo MIC e pelo MPMP, estando grande parte gravadas em CD.
É desde 2004 júri do Concurso “Marília Rocha”, classe de piano.
Participou como conferencista do Encontro “Matemática e Música” coorganizado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Casa da Música. Aí apresenta uma conferência sobre fractais e música espectral. Em 2008 ingressa no Mestrado em Composição, sob orientação de Isabel Soveral na Universidade de Aveiro, e em 2016 no Doutoramento em Composição, sob orientação de Isabel Soveral na Universidade de Aveiro.
Em Agosto de 2012 participou com conferência sobre a sua obra no Encontro Temp'ora, Bordeaux 2012.
Em 2015 cria e é Director Artístico “Encontros Nova Música em Vila do Conde” em parceria com o Teatro Municipal de Vila do Conde.
Foi um dos compositores escolhidos para o 10o aniversário do Sond’Ar-te Electric Ensemble, onde se executou “We are all made of stardust” para quinteto e eletrónica, sob a direção do maestro sueco Petter Sundkvist.
Actualmente prepara Doutoramento sobre a relação do pensamento budista com a música erudita dos séculos XX e XXI.
“Empty Time/ Empty Space” de Eduardo Luís Patriarca surge como uma reflexão ao imaginário de Peixinho. Assume a instrumentação da obra correspondente, alterando no mínimo o conjunto instrumental. Reestruturam-se líricas, preocupações humanas e espirituais, num caminho de impermanência dos materiais e na vacuidade dos mesmos.
— Eduardo Patriarca
Programa:
— Kado — Eduardo Patriarca (para Marimba-caixas chinesas e electrónica, 10')
— Electrínicolírica (1979) — Jorge Peixinho (para electrónica, 8')
— Study for Marimba and Bongos* — Camila Salomé Menino
Conversa com Eduardo Luís Patriarca, Miquel Bernat, Daniel Moreira, Pedro Góis, Paulo Vasques e Dina Magalhães
* Estreia absoluta
Direcção musical: Miquel Bernat | Interpretação: Jorge Lima, Pedro Góis (percussão) | Co-edição CD Peixinho Patriarca Percussão: Drumming GP, Circular Festival de Artes Performativas | Apoios edição: GDA, TMP
www.drumming.pt
Drumming Grupo de Percussão é um ensemble de percussão vocacionado para a música contemporânea, fundado e dirigido por Miquel Bernat, no Porto, em 1999. Desde então, tem-se afirmado como um dos mais importantes coletivos do género a nível internacional, contribuindo para a inovação sonora sem descuidar as vertentes didático-pedagógica e social. Os seus espetáculos viajam da percussão erudita ao jazz, passando pela electrónica e rock, e incluem também o desenvolvimento de música de cena para teatro, ópera e bailado, num trabalho de proximidade com compositores. A força das performances é um fator de atração de público, dando espaço a uma interação intensa entre intérpretes e espetadores. Marcado por uma grande adaptabilidade a todo o tipo de espaços e contextos - desde grandes salas de espetáculos nacionais e internacionais, espaços abertos, escolas, universidades ou teatros no interior do país -, o Drumming GP alcança assim públicos diversificados em idade, interesses e condição social, num espectro que inclui também o mais exigente dos públicos melómanos. Em 2016 o Ípsilon escolhe o seu último CD MARES como primeira escolha e melhor cd de música clássica do ano. O trabalho do grupo sobre “Archipelago”, um CD monográfico com obras de Luís Tinoco, recebeu as melhores críticas internacionais tendo sido ouvido em várias rádios internacionais. Drumming GP foi considerado por Andrew McGregor (BBC Radio 3) “um dos melhores grupos de percussão dos últimos anos”. Em 2020, Drumming GP foi nomeado para dois Prémios Play: Melhor Álbum de Jazz - "Liturgia dos Pássaros", com o pianista e compositor Daniel Bernardes; e Melhor Álbum de Música Clássica com o já mencionado "Archipelago", tendo vendido este último. Também lançado em 2020, o CD “Textures & Lines” tem vindo a atingir um público mais vasto e foi considerado pela imprensa especializada um dos melhores álbuns do ano em Portugal.
Jorge Lima iniciou os seus estudos musicais na Academia de Música de Avintes. Posteriormente, ingressou na Escola Profissional de Música de Espinho onde estudou com os professores Pedro Oliveira, Joaquim Alves, Rui Rodrigues e Nuno Aroso. Em 2014 concluiu a licenciatura na ESMAE, na classe dos professores Manuel Campos e Miquel Bernat.
Frequentou masterclasses com Ricardo Gassent, Christian Dierstein, Bruno Costa, Bart Quartier, David Friedman, Mark
Ford, Ney Rosauro, Nebojsa Zivkovic, Amandine Bayer, Kuniko Kato, Markus Leoson, Sisco Aparici, Pedro Carneiro,
Rainer Seegers e Jean Geoffrey.
Tem um projecto de marimba e electrónica com o qual já fez diversos recitais e estreou várias obras. É membro fundador IndexDuo - Percussion and cello duet. Já colaborou em agrupamentos como Drumming – GP, Orquestra do Norte, Orquestra Clássica de Espinho, Marvão Festival Orchestra, Atlantic Percussion Group, Fundação Orquestra Estúdio e Pulsat Percussion Group.
Em 2017 concluiu o Mestrado em Ensino da Música - Percussão na ESMAE, com o tema de dissertação “As implicações da análise musical no estudo da percussão no ensino básico”.
Como professor já ministrou diversas masterclasses e workshops.
Actualmente é professor de percussão e música de câmara na Academia de Música de Santa Maria da Feira e na Academia de Artes de Chaves. É membro da Banda Sinfónica Portuguesa e reforço da Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Sinfónica do Porto – Casa da Música e do Remix Ensemble.
Pedro Góis nasceu a 26 de Dezembro de 1989 na cidade de Espinho, iniciou os seus estudos musicais aos oito anos de idade. Em 2004 foi admitido na Escola Profissional de Música de Espinho (EPME), no curso de percussão, e em 2007 na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE), tendo trabalhado com os professores Manuel Campos, Miquel Bernat, Nuno Aroso e Rui Gomes. Participou em vários masterclasses com músicos de renome internacional, tais como, Jeffery Davis, Pedro Carneiro, Rainer Siegers, entre muitos outros. Prestou serviços como músico nas seguintes OrquestrasGrupos: Orquestra Gulbenkian; Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música; Orquestra Sinfónica Portuguesa; Orquestra de Câmara Portuguesa; Orquestra Metropolitana de Lisboa; Ictus Ensemble; Drumming Grupo de Percussão; Orquestra do Algarve; Orquestra Utópica; Orquestra Clássica de Espinho; Orquestra Sinfonieta (ESMAE); Orquestra da APROART; Orquestra Clássica da Póvoa de Varzim e Banda Sinfónica Portuguesa. Actualmente é membro fundador do grupo Pulsat Percussion Group e docente de percussão na Academia de Música de Costa Cabral desde 2013.
Miquel Bernat. Um dos maiores dinamizadores da cena internacional, contribuindo fortemente para a divulgação e solidificação da percussão, abrangendo no seu trabalho os mais diversos tipos de música que vai desde o erudito, experimental com electrónica até ao meio popular e vernacular interagindo com diversas áreas artísticas.
Estudou nos conservatórios de Valência, Madrid, Bruxelas e Roterdão e frequentou o Aspen Summer Music Course em USA. Foi laureado com o "Prémio Extraordinário Final de Curso" dos conservatórios de Madrid e de Bruxelas, o Prémio Especial no Gaudeamus na Holanda em 1993, bem como o segundo prémio do Aspen Nakamichi Competition (EUA). Músico de grande versatilidade, tocou na Orquestra Ciutat de Barcelona e Royal Concertgebouw Orchestra de Amesterdão. Foi membro do Duo Contemporain de Roterdão e fundador do Ictus Ensemble de Bruxelas, com o qual tem vindo a fazer variados espectáculos (em alguns deles tocando como solista) com a coreógrafa A. T. de Keesrmaeker da Cia. Rosas entre outros.
Solista em incontáveis recitais por todo o mundo, destacamos as estreias mundiais dos Concertos de Percussão de David del Puerto, César Camarero, Luis de Pablo, Mauricio Sotelo e Joan Guinjoan, como solista com a Orquesta de Cadaqués (Esp), Orquestra Nacional do Porto, Orquesta de la Comunidad de Madrid, Orquesta Sinfónica de Murcia, Orquesta de la Radio Television Española (RTVE), Borusan Orchestra de Istambul (Tr), Cyprus Symphony Orchestra (Chipre), MusikFabrik (De), Remix Ensemble (Pt), Grup Instrumental (Sp), etc.
Estreia no IRCAM/Centre George Pompidou de Paris, "Mantis Walk in a Metal Space" de Javier Alvarez, primeiro concerto mundial de Steel Drums com o Ictus Ensemble e destaca-se a sua participação como solista junto ao conceituado barítono Spyros Sakkas e Georg Nigl, na música cénica “Oresteia” de Iannis Xenakis em festivais como Radio France de Montpellier, Estambul Festival, Cyprus Festival, Auditorio Nacional de Madrid, Cité de la Musique de París, Opera de Lille, BOZAR de Bxls, etc. Funda no Porto o Drumming-GP, um dos grupos de percussão mais dinâmicos da cena e crítica internacional e residente do Porto 2001-Capital Europeia da Cultura tocando em Brasil, Sul Africa, Italia, Espanha, França, Bélgica, Rusia, Suiza e as maiores salas do País.
A sua carreira como pedagogo passa como professor nos Conservatórios de Música de Roterdão e Bruxelas e a Universidade de Aveiro. Cria o primeiro curso superior de Percussão de Portugal na ESMAE do Porto. É também professor na ESMUC de Barcelona. Tem sido convidado como professor nos International “Summer Course for New Music” de Darmstadt (Alemanha), no "El Sistema de Orquestras de Venezuela" (FESNOJIV), no “Instrumenta” de Oaxaca (México), em CIVEBRA de Brasília e UNICAMP de Campinas (Brasil), no CNSMDP (Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse de Paris) e na Norwegian Academy of Music, entre outros.
Cria uma coleção de Estudos de Concerto para Marimba em estreita colaboração com compositores conceituados, que publicou em 2017 na Editorial "Tritó" de Barcelona e obtendo o patrocínio da Red Leonardo para Investigadores e Criadores Artísticos de 2016 da Fundação BBVA para a sua difusão. Em fase de elaboração está o segundo volume desta coleção, composto por livro/cd com publicação prevista para finais de 2021. Obteve o apoio da Câmara Municipal do Porto-Criatório 2019 para o projeto “Estudos Coreográficos para um Percussionista”.
Miquel Bernat é um apaixonado pela criação atual, assim como, um dos exponentes mais comprometidos com a expansão da arte da percussão.
Eduardo Luís Patriarca nasceu em 1970 na cidade do Porto. Começou os seus estudos musicais em 1974, no Colégio de Nossa Senhora da Esperança, em piano. Em 1985 ingressa no Curso de Música Silva Monteiro, onde conclui o Curso Complementar de Piano com Sofia Matos. Estuda ainda com Joaquim Marques da Silva, História da Música e com Fernando C. Lapa, Análise e Técnicas de Composição. Em 1990 é admitido no Curso Superior de Composição na Escola Superior de Música do Porto, estudando com Cândido Lima, Filipe Pires, Amílcar Vasques Dias e António Pinho Vargas. Nas restantes áreas teve como professores Álvaro Salazar, Günther Arglebe, Miguel Ribeiro Pereira e José Luís Borges Coelho. Mais tarde, na Escola Superior de Música de Lisboa estuda com António Pinho Vargas e Christopher Bochmann. Durante estes anos foi aluno de Jorge Peixinho (como aluno particular e frequentando os Curso de Aperfeiçoamento de Vila do Conde e o Curso de Formação para professores do GETAP), frequentou seminários de Emmanuel Nunes na Fundação Calouste Gulbenkian, e seminários de Wilfred Jenstchz, Gherard Staebler, António Sousa Dias, Leo Brouwer e Philippe Hurel.
Como professor lecionou em Pedroso, Espinho, Maia, Mirandela e Póvoa do Varzim.
Desde 1991 lecciona na Academia de Música de S. Pio X de Vila do Conde, actualmente Conservatório de Música de Vila do Conde. As suas obras têm sido tocadas com regularidade em vários locais de Portugal, bem como no estrangeiro. Algumas das suas obras encontram-se gravadas por músicos como Duo Porquoi Pas, Nuno Aroso, Síntese, Quarteto de Cordas de Matosinhos, João Roíz Ensemble, etc.
A sua obra está editada pela AvA – Musical Editions, pelo MIC e pelo MPMP, estando grande parte gravadas em CD.
É desde 2004 júri do Concurso “Marília Rocha”, classe de piano.
Participou como conferencista do Encontro “Matemática e Música” coorganizado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e Casa da Música. Aí apresenta uma conferência sobre fractais e música espectral. Em 2008 ingressa no Mestrado em Composição, sob orientação de Isabel Soveral na Universidade de Aveiro, e em 2016 no Doutoramento em Composição, sob orientação de Isabel Soveral na Universidade de Aveiro.
Em Agosto de 2012 participou com conferência sobre a sua obra no Encontro Temp'ora, Bordeaux 2012.
Em 2015 cria e é Director Artístico “Encontros Nova Música em Vila do Conde” em parceria com o Teatro Municipal de Vila do Conde.
Foi um dos compositores escolhidos para o 10o aniversário do Sond’Ar-te Electric Ensemble, onde se executou “We are all made of stardust” para quinteto e eletrónica, sob a direção do maestro sueco Petter Sundkvist.
Actualmente prepara Doutoramento sobre a relação do pensamento budista com a música erudita dos séculos XX e XXI.