Respirar
Supernova Ensemble + Sandro Aguilar, curadoria de Daniel Ribas
Música/Artes Visuais
Teatro Municipal de Vila do Conde [Palco]26 Set. (Sáb.) | 22:00 | Estreia absoluta
5 € | bilhete simples
ou
10 € | bilhete combinado triplo (permite acesso às peças Coisa-Ponta de Ana Rita Teodoro e Márcia Lança + Afterlight Terminal de Lord Tusk) | M/6 | Duração aprox.: 45 minutos
5 € | bilhete simples
ou
10 € | bilhete combinado triplo (permite acesso às peças Coisa-Ponta de Ana Rita Teodoro e Márcia Lança + Afterlight Terminal de Lord Tusk) | M/6 | Duração aprox.: 45 minutos
Este espectáculo pretende colocar em diálogo a música do Supernova Ensemble, com uma curadoria visual e sonora do programador e investigador Daniel Ribas feita a partir do cinema de Sandro Aguilar. Entendendo o cinema como uma arte elástica e expandida, quatro filmes do cineasta português, realizados entre 2013 e 2015, serão colocados em diálogo, entre si, entre os seus sons, e a música original, num espaço rodeado por quatro telas. Jewels (2013), Dive: Approach and Exit (2013), False Twins (2014) e Undisclosed Recipients (2015) formam um corpo de trabalho de documentário experimental, onde os seres humanos são participantes de uma vivência de que também fazem parte outros seres, em aparente espaço de igualdade. No entanto, o mundo criado nestes filmes é claustrofóbico, falta o ar, parece que todos os agentes vivos ou mortos estão presos às guardas da ciência e da história. Como sair deste labirinto? Podemos nós escapar à nossa própria mortalidade? Na verdade, é o cinema, com os seus enquadramentos fechados ou a sua montagem obsessiva, que nos deixam sem respiração.
Supernova Ensemble
música contemporânea, sendo membro fundador do Supernova Ensemble.
Supernova Ensemble + Sandro Aguilar
Curadoria: Daniel Ribas
Curadoria: Daniel Ribas
Direcção Artistica: José Alberto Gomes | Curadoria: Daniel Ribas | Música: João Dias - Percussão; Frederic Cardoso - Clarinete; José Alberto Gomes - Electrónica | Filmes: Dive: Approach And Exit, Sandro Aguilar, 2013, Portugal, FIC, 12′; Jewels, Sandro Aguilar, 2013, Portugal, FIC, 18′; False Twins, Sandro Aguilar, 2014, Portugal, FIC, 21′; Undisclosed Recipients, Sandro Aguilar, 2015, Portugal, FIC, 25
Produção: Circular Associação Cultural | Supernova Ensemble integra o projecto Artista Residente da Circular Associação Cultural | Agradecimentos produção Circular: Universidade Católica Portuguesa – Porto, Faculdade de Media Artes e Design da Universidade Técnica do Porto
Produção: Circular Associação Cultural | Supernova Ensemble integra o projecto Artista Residente da Circular Associação Cultural | Agradecimentos produção Circular: Universidade Católica Portuguesa – Porto, Faculdade de Media Artes e Design da Universidade Técnica do Porto
Supernova Ensemble
Criado em 2022, o Supernova Ensemble é um colectivo artístico dedicado à música inovadora nas áreas performativas, novas mídias e artes sonoras num novo contexto de trabalho para desenvolver e atender novos públicos. Com uma formação artística e musical diversificada (jazz, clássica, moderna, improvisada, experimental, electrónica, novas mídias, tecnológica,...) o grupo pretende construir um mundo em que novas ideias sonoras fluam livremente através de géneros e mídias, incluindo música, teatro, dança, vídeo, electroacústica, música de câmara, instalações sonoras, etc. No seu percurso já colaborou em obras originais com: Silvestre Pestana, Leticia Ramos, Rossano Snel, Mattthew Biederman, Pierce Warnecke, Diogo Tudela entre outros.
O Supernova Ensemble está sediado no norte de Portugal enquanto projecto artístico independente incubado no programa Artista Residente da Circular Associação Cultural.
Direcção Artística: João Dias e José Alberto Gomes
Daniel Ribas
Daniel Ribas é programador, professor e crítico de cinema. É Professor Auxiliar na Escola de Artes da Universidade Católica Portuguesa, onde coordena o Mestrado em Cinema. Foi curador de vários programas de cinema para o Porto/Post/Doc, Curtas Vila do Conde e Batalha Centro de Cinema. É colaborador regular do Público e expert do Instituto do Cinema e Audiovisual e da Comissão Europeia.
Sandro Aguilar
Em 1997 conclui o curso de Cinema na área de Montagem da Escola Superior de Teatro e Cinema. Em 1998 fundou a produtora O Som e a Fúria. Os seus filmes ganharam prémios em festivais como La Biennale di Venezia, Locarno Film Festival, Gijón, Oberhausen, Vila do Conde, Indielisboa, Montreal e foram exibidos nos principais festivais de cinema mundiais. Foi por duas vezes nomeado para melhor curta metragem nos EFA (prémios europeus de Cinema). Sandro Aguilar foi alvo de retrospectivas no BAFICI, Roterdam Film Festival, New York Film Festival (Views from the Avant-Garde), Arsenal-Berlim e Oberhausen. Em 2013 foi convidado a integrar o reputado programa DAAD – Artist in Residence, Berlim.
José Alberto Gomes
José Alberto Gomes é músico, artista sonoro e curador, natural do Porto, Portugal.
Licenciado em Composição Musical, desenvolveu uma forte ligação às novas possibilidades tecnológicas e ao papel da música no teatro musical, no cinema, nas instalações artísticas e na improvisação eletrónica, demonstrando particular interesse na procura de novas formas e de novos “lugares” musicais.
Doutorado em Música por Computador, apresentou a tese Composing with Soundscapes: Capturing and Analysing Urban Audio for a Raw Musical Interpretation (Compor com Paisagens Sonoras: Captação e Análise de Áudio Urbano para uma Interpretação Musical Bruta).
É professor na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, onde leciona Arte dos Novos Média, Som e Música por Computador, sendo também coordenador do programa de doutoramento em Ciência e Tecnologia das Artes.
É co-director artístico do Supernova Ensemble, um colectivo artístico residente na Associação Cultural Circular, e participa regularmente em projectos públicos, tanto a solo como em colaboração com outros artistas. Desenvolve actividade criativa nas áreas da música e do som para teatro e cinema, da concepção e programação de sistemas de interactividade sonora para instalações artísticas, bem como da composição para eletrónica e instrumento.
João Dias
Percussionista, licenciado e mestre pela ESMAE (Porto), na classe de Miquel Bernat, Manuel Campos e Nuno Aroso. É Doutorado em Artes Musicais, Especialidade em Prática e Interpretação Musical, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL) e Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), com bolsa de Doutoramento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) com o projecto: “Música Portuguesa para Percussão Solo: colaboração intérprete-compositor na criação de nova música". Enquanto intérprete, tem dedicado grande parte do seu tempo ao Drumming Grupo de Percussão (DGP) desde 2004 (grupo fundado em 1999, e, desde então, tem-se afirmado como um dos mais importantes colectivos do género, vocacionado para a música contemporânea) onde tem um papel activo enquanto intérprete e mediador na colaboração com compositores na criação de novas obras para o grupo, tendo estreado dezenas de obras de compositores de várias nacionalidades. Com o DGP participou na gravação de oito CD's monográficos dedicados à obra para percussão dos compositores registados, e participou em mais três não assinados pelo grupo. Integrou a European Youth Orchestra (2006-2009) onde trabalhou com Vladimir Ashkenazy, Rainer Seeguers (Berliner Philharmoniker) e Simon Carrington (London Philharmonic Orchestra). Como solista, desenvolveu a pedido do director artístico do Festival Música Viva, Miguel Azguime, o projecto a solo “Caixa Eléctrica” em 2016, projecto inteiramente dedicado à música nacional que serve também como motor de disseminação da música portuguesa para percussão solo dentro e fora do país, como é o caso de uma das suas apresentações no Darmstadt Summer Course em Julho de 2018. Em 2018 recebe apoio do Criatório (plataforma de apoio à criação artística da Câmara do Porto) para criar o projecto a solo: DiRE-SoNo: “Discursos de (R)Evolução do Som no Espaço”, projecto direccionado para a criação de nova música que envolve em mediação um colectivo de cinco compositores com o performer. É investigador do GIMC - Grupo de Investigação em Música Contemporânea do CESEM, onde dedica particular interesse na mediação/colaboração entre compositor e intérprete na criação de nova música para percussão. É também membro do Sond'Ar-te Electric Ensemble, e colabora com Remix Ensemble, Orquestra Sinfónica da Casa da Música, Orquestra Gulbenkian entre outros. É docente na Universidade de Aveiro.
Frederic Cardoso
Artista da marca Henri Selmer Paris e detentor de vários prémios nacionais e internacionais, Frederic Cardoso é considerado pela compositora italiana Ada Gentile como um clarinetista de grande personalidade e versatilidade, e pelo compositor Fernando Lapa como um verdadeiro motor de um assinalável número de obras de câmara em que o seu instrumento tem um papelndestacado.
Enquanto solista, maestro ou como parte integrante de grupos de câmara ou ensembles, tem realizado um trabalho notável na divulgação da música contemporânea, sendo dedicatário de mais de cem obras, de compositores de todo o mundo. Neste contexto, estreou cerca de duzentas obras, em: Portugal, Alemanha, Bélgica, Espanha e nos Países Baixos.
A sua discografia inclui vinte e quatro registos discográficos, em áreas tão distintas como a música contemporânea, sinfónica, improvisada, pop e world music.
Colaborou com a Banda Sinfónica Portuguesa, Ensemble DME, Fundação Orquestra Estúdio, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Remix Ensemble Casa e Vertixe Sonora (ESP); tendo-se apresentado, enquanto solista, com a Banda Sinfónica A Lord e a Orquestra Regional Lira Açoriana.
Natural de Tarouca, Frederic é: Licenciado e Mestre em Interpretação Artística, pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, onde estudou com António Saiote e Nuno Pinto; Mestre em Ensino de Música, pela Universidade do Minho; e Doutorado em Música – Especialidade de Interpretação, pela Universidade de Évora. Possui ainda uma Pós-graduação em clarinete baixo pela Musikene – Escola Superior de Música do País Basco, onde estudou com Angel Molinos; e estudou Direcção, durante vários anos, na Academia Portuguesa de Banda, com o Maestro Paulo Martins.
Actualmente, é Professor de Clarinete e Orquestra de Sopros no Conservatório de Música de Paredes.