O Sono da Montanha + O Gesto do Falcão
Tânia Carvalho
Dança
Teatro Municipal de Vila do Conde19 Set. (Sáb.) | 21:30
5 € | bilhete combinado (permite acesso à performance Métropole) | M/6 | Duração aprox.: 50 min.
5 € | bilhete combinado (permite acesso à performance Métropole) | M/6 | Duração aprox.: 50 min.
Dois solos que procuram um estado em que o corpo deixa de funcionar como limite e se torna permeável ao tempo, à percepção e à transformação. Em O Gesto do Falcão, o movimento surge numa claridade extrema, entre impulso e suspensão. Em O Sono da Montanha, o tempo altera a densidade das coisas e o mínimo ganha dimensão. As peças aproximam-se menos da narrativa do que de um estado de reconhecimento impossível de explicar por completo.
Há um ponto em que o corpo deixa de insistir em si próprio.
O Gesto do Falcão e O Sono da Montanha aproximam-se desse lugar. Não procuram representar ideias nem construir personagens. Procuram um estado em que a matéria se torna mais permeável, mais disponível, como se o movimento pudesse abrir espaço para algo que normalmente permanece comprimido dentro de nós.
Em O Gesto do Falcão, tudo acontece numa espécie de claridade extrema. O gesto aparece antes de se fixar, como uma decisão tomada no próprio instante em que desaparece. Em O Sono da Montanha, o tempo altera a densidade das coisas. O quase imóvel ganha uma força inesperada. O mínimo começa lentamente a deslocar o mundo.
As peças não conduzem a uma interpretação única. Operam mais perto da sensação de reconhecimento do que da explicação, como quando algo desconhecido nos parece, ainda assim, profundamente familiar.
instagram.com/taniacarvalhocompany
instagram.com/_agencia25
Direcção artística, coreografia e composição: Tânia Carvalho | Interpretação - O Gesto do Falcão: Bruno Senune | Interpretação - O Sono da Montanha: Marta Cerqueira | Iluminação e direcção técnica: Anatol Waschke | Som: Juan Mesquita | Produção executiva: Diogo Gonçalves | Direcção executiva: Vítor Alves Brotas | Produção: agência 25 | Co-produção: Teatro Municipal Baltazar Dias - Município do Funchal, A Oficina | Residências de coprodução: Centro de Criação do Candoso – A Oficina, Estúdio de Criação Artística – Município do Funchal, Estúdios Victor Córdon, O Espaço do Tempo, Studio Busseix | Parcerias de apresentação: Circular Associação Cultural | Circular Festival | Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direcção-Geral das Artes
Tânia Carvalho
Mais conhecida como coreógrafa, com mais de duas décadas de criação, Tânia Carvalho afirma-se como uma artista cuja imaginação se exprime através de diferentes linguagens: música, desenho e cinema.
Para além das suas criações de produção própria, apresentadas em diversos teatros e festivais nacionais e internacionais, tem colaborado com companhias como o Ballet de l’Opéra de Lyon, a Company of Elders (Londres), a Companhia Nacional de Bailado, a Companhia Paulo Ribeiro, a Companhia de Ballet do Norte, a Dançando com a Diferença, o Ballet National de Marseille, a Tanzmainz e a ZfinMalta Dance Company, entre outras.
Na música, destacam-se os projectos Madmud, Idiolecto e duploc barulin. Em 2018 realizou o seu primeiro filme, Um Saco e uma Pedra – peça de dança para ecrã. Em 2021, fundou, com o músico e performer Matthieu Ehrlacher, o duo Papillons d’éternité, com o qual criou e apresentou Pieris Napi, Greta Oto, Lyropteryx Appollonia e Nymphalis Antiopa.
Foi distinguida com o Prémio Jovens Criadores 2000, por Inicialmente Previsto (1999), e, por duas vezes, com o Prémio de Melhor Coreografia da Sociedade Portuguesa de Autores, por Icosahedron (2012) e onironauta (2021).
Em 2018, foi-lhe dedicado, em Lisboa, um ciclo especial que apresentou várias das suas obras. Mais tarde, no âmbito da Temporada Cruzada Portugal–França 2022, o Théâtre de la Ville, em Paris, dedicou-lhe igualmente um programa especial, apresentando diferentes criações ao longo do ano.
Em 2019, recebeu o título de Cidadã de Mérito atribuído pela Câmara Municipal de Viana do Castelo. Em 2023, foi condecorada pelo Ministério da Cultura de França com as insígnias de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, em reconhecimento do seu contributo para o enriquecimento cultural.
Há um ponto em que o corpo deixa de insistir em si próprio.
O Gesto do Falcão e O Sono da Montanha aproximam-se desse lugar. Não procuram representar ideias nem construir personagens. Procuram um estado em que a matéria se torna mais permeável, mais disponível, como se o movimento pudesse abrir espaço para algo que normalmente permanece comprimido dentro de nós.
Em O Gesto do Falcão, tudo acontece numa espécie de claridade extrema. O gesto aparece antes de se fixar, como uma decisão tomada no próprio instante em que desaparece. Em O Sono da Montanha, o tempo altera a densidade das coisas. O quase imóvel ganha uma força inesperada. O mínimo começa lentamente a deslocar o mundo.
As peças não conduzem a uma interpretação única. Operam mais perto da sensação de reconhecimento do que da explicação, como quando algo desconhecido nos parece, ainda assim, profundamente familiar.
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Direcção artística, coreografia e composição: Tânia Carvalho | Interpretação - O Gesto do Falcão: Bruno Senune | Interpretação - O Sono da Montanha: Marta Cerqueira | Iluminação e direcção técnica: Anatol Waschke | Som: Juan Mesquita | Produção executiva: Diogo Gonçalves | Direcção executiva: Vítor Alves Brotas | Produção: agência 25 | Co-produção: Teatro Municipal Baltazar Dias - Município do Funchal, A Oficina | Residências de coprodução: Centro de Criação do Candoso – A Oficina, Estúdio de Criação Artística – Município do Funchal, Estúdios Victor Córdon, O Espaço do Tempo, Studio Busseix | Parcerias de apresentação: Circular Associação Cultural | Circular Festival | Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direcção-Geral das Artes
Tânia Carvalho
Mais conhecida como coreógrafa, com mais de duas décadas de criação, Tânia Carvalho afirma-se como uma artista cuja imaginação se exprime através de diferentes linguagens: música, desenho e cinema.
Para além das suas criações de produção própria, apresentadas em diversos teatros e festivais nacionais e internacionais, tem colaborado com companhias como o Ballet de l’Opéra de Lyon, a Company of Elders (Londres), a Companhia Nacional de Bailado, a Companhia Paulo Ribeiro, a Companhia de Ballet do Norte, a Dançando com a Diferença, o Ballet National de Marseille, a Tanzmainz e a ZfinMalta Dance Company, entre outras.
Na música, destacam-se os projectos Madmud, Idiolecto e duploc barulin. Em 2018 realizou o seu primeiro filme, Um Saco e uma Pedra – peça de dança para ecrã. Em 2021, fundou, com o músico e performer Matthieu Ehrlacher, o duo Papillons d’éternité, com o qual criou e apresentou Pieris Napi, Greta Oto, Lyropteryx Appollonia e Nymphalis Antiopa.
Foi distinguida com o Prémio Jovens Criadores 2000, por Inicialmente Previsto (1999), e, por duas vezes, com o Prémio de Melhor Coreografia da Sociedade Portuguesa de Autores, por Icosahedron (2012) e onironauta (2021).
Em 2018, foi-lhe dedicado, em Lisboa, um ciclo especial que apresentou várias das suas obras. Mais tarde, no âmbito da Temporada Cruzada Portugal–França 2022, o Théâtre de la Ville, em Paris, dedicou-lhe igualmente um programa especial, apresentando diferentes criações ao longo do ano.
Em 2019, recebeu o título de Cidadã de Mérito atribuído pela Câmara Municipal de Viana do Castelo. Em 2023, foi condecorada pelo Ministério da Cultura de França com as insígnias de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, em reconhecimento do seu contributo para o enriquecimento cultural.