19 - 26 Set 2026, Vila do Conde
Regressamos aos palcos de Vila do Conde para mais um Circular Festival de Artes Performativas, com espectáculos e performances de matriz experimental e multidisciplinar, que nos convidam a ler e interpretar o presente.
Abrimos esta 22.ª edição com a artista multidisciplinar argentina Cecilia Bengolea, que apresenta pela primeira vez em Portugal o seu trabalho expositivo, uma co-produção do Circular com a Solar Galeria de Arte Cinemática. Raw Rhythms reúne dez anos da sua prática, incluindo várias obras centradas na cena de dancehall jamaicana. A convite de Bengolea, a artista saudita Sarah Brahim expõe na galeria There Will Come Soft Rains, integrando peças que exploram o diálogo entre corpo e paisagem.
Na noite de abertura, vamos poder assistir, no palco do Teatro Municipal, a O Sono da Montanha e O Gesto do Falcão, dois solos de Tânia Carvalho criados para os bailarinos Marta Cerqueira e Bruno Senune. Nestes, procura-se matéria “mais permeável, mais disponível” e aberta à pura intuição. Na mesma noite, Volmir Cordeiro apresenta, em estreia nacional, Metrópole, um dueto com percussão ao vivo, que se revela um hino à vibração das cidades, uma ópera punk onde o belo e o caos convivem.
Em Diaporama de Cesário Alves com Helder Luís, Mariana Sardon e Miguel Pipa, imergimos numa densa e envolvente performance visual e sonora, composta por imagens vernaculares da era analógica com som gerado em tempo real. No programa do festival, conjugamos Diaporama, num serão duplo com o espectáculo OFF de Romain Beltrão. OFF desalinha a nossa percepção e convoca a dimensão espectral e oculta da realidade.
Na tarde de sábado, podemos visitar a F.E.R.A. - Feira de Edições Realizadas por Artistas. Nela descobrimos diversas publicações sobre artes performativas e um conjunto de performances que vão ocupar o espaço. Propomos uma noite de programa triplo no encerramento: Ana Rita Teodoro e Márcia Lança estreiam Coisa-Ponta, um espectáculo originado a partir da afinidade de ambas as coreógrafas com o surrealismo, e questionador do lugar desse legado nas práticas contemporâneas. Segue-se Respirar, uma estreia do Supernova Ensemble que se cruza com obras do cineasta Sandro Aguilar, sob a curadoria de Daniel Ribas. No fecho do programa, o músico sediado em Londres Lord Tusk apresenta Afterlight Terminal, uma performance audiovisual, nutrida por sub-graves profundos e em crescente tensão.
Ao longo destes dias, propomo-nos acender ideias através da lente das artes performativas. Contamos com a vossa presença nesta edição do Circular. Acompanhem-nos!
— Dina Magalhães



.png)





.png)
.png)
.jpg)








.png)



